Economia

‘A CPMF morreu’, afirma ministro da Casa Civil

Segundo Onyx Lorenzoni, governo deve descontingenciar mais de R$ 8,3 bilhões para os ministérios. MEC ficará com R$ 1,9 bi

BRASÍLIA – O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni , voltou a descartar, nesta terça-feira, a volta da CPMF na proposta de reforma tributária que será enviada ao Congresso pelo Executivo. Onyx afirmou que a ideia está descartada e lembrou que, recentemente, o então secretário da Receita Federal Marcos Cintra foi demitido pelo presidente Jair Bolsonaro justamente por defender a contribuição.

– A CPMF está descartada. Caiu o cara da Receita por causa desse negócio. O presidente é homem de uma palavra só: disse que não vai ter e não vai ter. A CPMF morreu – enfatizou o ministro no Senado.

Perguntado sobre como ficará o comando da Receita – hoje dirigida interinamente por José de Assis Ferraz – Onys respondeu que não está participando desse processo. Lembrou que o assunto é da competência do ministro da Economia, Paulo Guedes.

Ele disse que não sabe quando a proposta de reforma tributária será encaminhada ao Legislativo. A seu ver, isso acontecerá após o retorno do presidente Bolsonaro dos Estados Unidos para o Brasil, no próximo dia 26.

Descontigenciamento de R$ 8,3 bilhões
O titular da Casa Civil disse, ainda, que, na última segunda-feira, o governo decidiu descontingenciar mais de R$ 8,3 bilhões. Segundo ele, esse valor será distribuído entre os ministérios até o início da semana que vem.

– Sempre dissemos que o contingenciamento é uma poupança. Quem vai viajar e tem mil reais no bolso para passar dez dias, não gasta os mil reais nos dois primeiros dias. Guarda para terminar a viagem. O contingenciamento é uma viagem ao longo do ano. O próprio Ministério da Educação, que foi acusado injustamente, vai ter R$ 1,9 bilhão de descontingenciamento e vai poder atender as universidades. Os ataques foram motivados por questões políticas – enfatizou.

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