Economia

Ações da Petrobras sobem quase 5% após atentados na Arábia Saudita. Saiba para onde vão os papéis agora

Impacto nos mercados ainda é pontual. Mas preço-alvo do papel deve subir também por outros fatores

RIO — As ações da Petrobras registraram fortes ganhos nesta segunda feira. O que motivou este cenário foi o ataque por meio de drones contra as instalações da Saudi Aramco, a maior petroleira do mundo. Diante de um cenário de forte valorização da companhia nacional, os analistas alertam que as compras ou vendas de ações da companhia brasileira devem ser avaliadas não somente pela alta causada por um evento considerado “pontual”.

De janeiro até agora, as ações da petroleira brasileira acumulam alta de 17,4%. Somente nesta segunda, porém, os papéis da companhia registraram ganhos próximos a 5%.
— Antes de comprar ou vender as ações da Petrobras, é preciso ter em mente que a alta desta segunda é causada por um fato atípico, que é um ataque supostamente terrorista a uma gigante do setor — alerta Ilan Arbetman, analista da Ativa Investimentos.

Nesta segunda-feira, a ação da Petrobras valia R$ 27,90. A perspectiva é que o preço-alvo do papel suba para R$ 33 ainda este ano.

O que explica este cenário de ganhos para as ações da estatal brasileira é, de acordo com os analistas, a política interna e a venda de ativos considerados não-estratégicos para a empresa.

— A equipe econômica já deu várias declarações e tem agido para otimizar a governança da Petrobras, reduzir seu endividamento e vender ativos que não são estratégicos. Este cenário potencializa uma perspectiva de que as ações podem registrar melhores ganhos — destaca Arbetman.
Desta forma, caso o investidor que já tem estes papéis em sua carteira deseje vendê-los, embolsará os lucros do momento. Porém, a perspectiva a longo prazo é que a Petrobras vai registrar valorização que pode superar os ganhos pontuais.

— O que observamos agora é um ponto de exceção. Ataques deste porte afetam pontualmente as empresas, mas não mudam os fundamentos estruturais e as análises de longo prazo — analisa Victor Santin, assessor da Acqua Investimentos.

Assim, as decisões sobre venda de ações da empresa precisam levar em consideração qual o objetivo do investidor: ter o lucro no momento ou aguardar para que a valorização da empresa seja maior e os lucros embolsados alcancem valores mais atrativos.

Impacto direto
De acordo com cálculos de Daniel Cobucci, analista do BB Investimentos, as ações preferenciais (PN, sem direito a voto) da estatal podem ter um aumento de US$ 0,24 por ação para cada expansão de US$ 1 nos preços do petróleo. Ele pondera, entretanto, que repassar todo este impacto para os consumidores pode desencadear uma nova paralisação dos caminhoneiros.

Em relação à compra do papel, os analistas explicam que fazer esta operação em momentos de fortes choques no mercado é mais arriscado. Uma vez que o preço pago tende a ser mais elevado do que em momentos de calmaria.

Via
O GLOBO
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