Política

Agenda de chanceler argentino em Brasília inclui encontros com Bolsonaro e Araújo

Enviados de Alberto Fernández vêm a Brasília nesta quarta-feira para tentar aproximação entre os dois governos

BRASÍLIA — A visita do chanceler argentino, Felipe Solá, a Brasília, nesta quarta-feira, incluirá encontros no Itamaraty e no Palácio do Planalto. O primeiro alto funcionário do governo Alberto Fernández que tentará uma aproximação com o governo de Jair Bolsonaro terá uma conversa a sós com seu colega de pasta Ernesto Araújo e encerrará sua passagem pelo Brasil com um breve encontro com o próprio Bolsonaro.

No meio, haverá, ainda, uma reunião ampliada no Ministério das Relações Exteriores, da qual participarão 12 funcionários argentinos e 12 brasileiros. Segundo fontes diplomáticas, o encontro entre o secretário de Assuntos Estratégicos, Gustavo Beliz, e o ministro do Gabinete de Segurança  Institucional, general Augusto Heleno, finalmente foi cancelado.

A expectativa entre os enviados do presidente Fernández é grande. Para a Argentina, conseguir um primeiro gesto de apoio e recomposição da relação com o Brasil é essencial em momentos de preocupação pela situação econômica do país. A Casa Rosada está em plena renegociação da dívida com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e credores privados e precisa de todo o respaldo internacional possível. O Brasil, neste contexto, é visto como um parceiro de extrema importância.

A agenda bilateral é ampla e inclui temas como comercio, política regional, acordos em matéria nuclear e cooperação em diversas áreas.

— Nossas visitas à Israel, Itália, França, Espanha e Alemanha foram muito positivas. Mas claro que o Brasil tem uma relevância regional enorme — disse uma fonte argentina.

Solá e sua delegação partirão nesta quarta para Buenos Aires, logo após o encontro com Bolsonaro no Planalto. Serão menos de 24 horas no Brasil, um primeiro passo para tentar recompor um vínculo estremecido por posições absolutamente antagônicas dos dois governos. Participará dos encontros o novo embaixador argentino em Brasília, o ex-governador da província de Buenos Aires e ex-candidato presidencial Daniel Scioli, que já apresentou suas cartas credenciais ao presidente brasileiro mas ainda não obteve a aprovação de sua nomeação no Senado argentino, ainda em período de recesso e sessões extraordinárias.

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