Justiça

‘Ainda estou pensando em como me posicionar, diz Janot sobre intenção de matar Gilmar

Ex-procurador-geral saiu de casa pela primeira vez após revelação e tomou chope com amigos

RIO — O ex-procurador-geral Rodrigo Janot saiu de casa na manhã deste sábado pela primeira vez após a revelação de que entrou armado no Supremo Tribunal Federal (STF), ainda quando comandava a Procuradoria-Geral da República, com a intenção de matar o ministro Gilmar Mendes e depois se suicidar. Ele, porém, não quis comentar o assunto e preferiu não falar com a imprensa. A uma equipe da TV GLOBO, ele disse apenas que “ainda estou pensando em como me posicionar”.

Por volta das 11h, Janot saiu escoltado por seguranças e foi até uma distribuidora de bebidas no Lago Sul, área nobre de Brasília, onde costuma confraternizar com amigos. Ele sentou em uma mesa nos fundos do bar, acompanhado por dois seguranças à paisana, tomou chope e foi cumprimentado por outros frequentadores.

Ontem, a Polícia Federal (PF) cumpriu mandado de busca e apreensão contra no apartamento de Janot, após ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. O magistrado ainda proibiu Janot de se aproximar a menos de 200 metros de qualquer um dos ministros da Corte. Ele também está impedido de entrar no STF e teve seu porte de arma suspenso.

À revista “Veja”, Janot diz que chegou a engatilhar a arma, ficou a menos de dois metros do ministro, mas não conseguiu efetuar o disparo. O motivo da ira foi um ataque de Gilmar à filha do então procurador-geral.

“Naquele dia, cheguei ao meu limite. Fui armado para o Supremo. Ia dar um tiro na cara dele e depois me suicidaria. Estava movido pela ira. Não havia escrito carta de despedida, não conseguia pensar em mais nada. Também não disse a ninguém o que eu pretendia fazer”, conta o ex-PGR.

Janot também afirmou que tentou mudar a arma de mão quando não conseguiu atirar com a destra.

“Esse ministro costuma chegar atrasado às sessões. Quando cheguei à antessala do plenário, para minha surpresa, ele já estava lá. Não pensei duas vezes. Tirei a minha pistola da cintura, engatilhei, mantive-a encostada à perna e fui para cima dele. Mas algo estranho aconteceu. Quando procurei o gatilho, meu dedo indicador ficou paralisado. Eu sou destro. Mudei de mão. Tentei posicionar a pistola na mão esquerda, mas meu dedo paralisou de novo. Nesse momento, eu estava a menos de dois metros dele. Não erro um tiro nessa distância. Pensei: ‘Isso é um sinal’. Acho que ele nem percebeu que esteve perto da morte”, lembra.

Via
O GLOBO
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