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Amazônia tem outubro com o menor número de queimadas da história, desde 1998

Outubro de 2019 apresentou o menor número de queimadas na Amazônia desde o início do monitoramento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em 1998. O número mais baixo de focos, até então, havia sido registrado no mesmo mês daquele ano, com 8.777 detecções de calor. Neste ano, foram 7.855 pontos registrados durante todo o mês de outubro.

De acordo com o Ipam, não há apenas um motivo para atribuir à queda do fogo na Amazônia. A temporada de chuva começou em algumas regiões, assim como houve uma redução nas queimadas intencionais – reflexo da repercussão do fogo e também do índice alto no mês de agosto. Além disso, ocorreu a implementação da Operação da Garantia da Lei e da Ordem Ambiental (GLO), comandada pelo Exército Brasileiro por meio de um decreto do governo federal para combater crimes ambientais.

“Este ano reduziu muito na Amazônia, mas ainda temos muitas áreas secas que poderiam estar queimando e não estão. Isso prova que uma pressão social e do mercado tem um efeito, quando existe uma resposta política” – Ane Alencar, pesquisadora do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam).

A pesquisadora se refere principalmente a agosto deste ano, quando o aumento no número de queimadas na região amazônica chamou a atenção da imprensa internacional e da opinião pública. Naquele mês, o bioma apresentou o maior número de queimadas dos últimos 9 anos – foram mais de 30 mil focos de calor detectados.

Os dados de queimadas no Brasil foram retirados do Programa Queimadas, que é gerenciado pelo Inpe. O satélite Aqua é usado como referência para garantir uma comparação correta e garantir o histórico mais similar à realidade, de acordo com o especialista Alberto Setzer.

Via
G1
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