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Apoio dos Estados Unidos à entrada do Brasil na OCDE está mantido, diz assessor presidencial

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não retirou o apoio à entrada do Brasil na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e vai oficializá-lo à entidade no momento “correto”, segundo um assessor direto do presidente Jair Bolsonaro, que cuida dessas negociações e disse ter falado com autoridades da Casa Branca sobre o assunto.

De acordo com esse assessor, a carta de apoio dos EUA à entrada de Argentina e Romênia na OCDE, divulgada pela imprensa, gerou ruído, como se a ausência do nome do Brasil no documento significasse uma desistência de Donald Trump de manter a promessa feita diretamente ao presidente Jair Bolsonaro.

“O nome do Brasil não consta porque, neste momento, está se tratando dos processos de ingresso da Argentina e Romênia, que já estavam bem adiantados. Além disso, Trump tem interesse em fortalecer o presidente argentino, Mauricio Macri, que busca a reeleição em seu país. Por isso, a oficialização do apoio aos argentinos neste momento”, afirmou.

Em março, durante a visita de Bolsonaro a Trump na Casa Branca, o presidente americano anunciou que apoiaria a entrada do Brasil na OCDE, apoio oficializado depois em maio.

O ingresso na organização, que reúne países desenvolvidos, faz parte da estratégia da equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, para que o país ganhe o selo de nação com regras rígidas na área fiscal e com normas amigáveis para o investimento externo.

O assessor presidencial disse ainda ao blog, em caráter reservado, que neste momento o governo Trump trava uma disputa com o comando da OCDE.

“O presidente dos Estados Unidos avalia que a atual direção tem beneficiado mais os países europeus e ele quer uma mudança nessa política. A nossa informação é que, tão logo isso se resolva, o governo norte-americano deve enviar a carta de apoio ao Brasil”, acrescentou.

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