Política

Após desistir de ir ao Vaticano com dinheiro público, Aras pede auditoria em agência de viagem

Procuradoria estimou custo com passagens e diárias em R$ 67 mil. Segundo assessoria, não haverá custo porque Aras pagará passagens do próprio bolso e abriu mão das diárias.

O procurador-geral da República, Augusto Aras, anunciou nesta quinta-feira (3) uma auditoria em contratos firmados pela Procuradoria Geral da República e que estão em vigor, entre os quais com uma agência de viagens que presta serviço ao órgão.

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A decisão de promover a auditoria foi tomada depois de ter sido tornado público que Aras viajaria na próxima semana com recursos públicos para participar da cerimônia de canonização da Irmã Dulce, no Vaticano.

O evento será realizado entre os próximos dias 11 e 14. Aras vai integrar a delegação oficial brasileira e levará a mulher, a subprocuradora-geral Maria das Mercês Gordilho Aras.

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Na tarde desta quinta-feira (3), os jornais “O Globo” e o “O Estado de S. Paulo” publicaram em seus sites reportagens informando que a PGR gastaria R$ 67 mil para bancar a participação na cerimônia de Aras, da mulher dele e do subprocurador Alcides Martins, que estava interinamente no exercício do cargo de procurador-geral até a semana passada.

Documento da Secretaria de Cooperação Internacional da PGR previu que Aras e a mulher viajassem de classe executiva, com passagens ao custo de R$ 22.113,14. Alcides Martins iria em classe econômica, ao custo de R$ 6 mil. Aras teria direito a sete diárias (gastos com traslados, hospedagem e alimentação), somando R$ 13.580,00; a mulher dele receberia, em diárias, R$ 12.908,00; e Alcides Martins outros R$ 12.908,00. As despesas ficariam a cargo do Ministério Público Federal.

A notícia gerou polêmica dentro da PGR. Inicialmente, Aras pediu a cotação, mas depois desistiu e decidiu pagar com recursos próprios.

Segundo a assessoria de imprensa do órgão, a decisão foi motivada pelo elevado valor orçado. Informou ainda que ele e a mulher desistiram das diárias a que teriam direito. Martins desistiu da viagem.

Questionada sobre a auditoria, a assessoria de imprensa da PGR informou que “trata-se de uma medida administrativa ordinária, normal em toda transição de gestão” e que o objetivo é “conhecer todos os contratos em andamento e analisar a possibilidade de eventuais ajustes ou até mesmo de redução de despesas”.

Via
G1
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