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Após protestos, Google tira do ar definição que associava ‘professora’ a ‘prostituta’

Dois dias após forte repercussão negativa, empresa decidiu retirar a associação de seu dicionário on-line

RIO — Dois dias após forte repercussão nas redes sociais, o Google Brasil decidiu retirar uma definição polêmica para o verbete “professora” no seu dicionário on-line.

Uma definição alternativa colocava a palavra como sinônimo de prostituta no contexto do que chamava de “brasileirismo”.

Até o início da tarde desta quarta-feira, ainda era possível verificar ambas as interpretações – “mulher que ensina e exerce o professorado” e “prostituta com quem adolescentes iniciam sua vida sexual”.

No meio da tarde, no entanto, a segunda definição não aparecia mais na busca. Em seu lugar, aparecia a origem etimológica da palavra (“feminino de professor”).

A empresa anunciou que a definição foi retirada do ar pela Oxford University Press, que fornece o dicionário fonte para o Google e, segundo a empresa, decidiu revisar a definição.

“Em relação à palavra ‘professora’, a Oxford University Press, nossa parceira que trabalha com tradicionais editores de dicionário no Brasil, determinou que a segunda definição está em desuso e não é atual o bastante para ser incluída”, disse o Google, em nota.

Confira a íntegra do texto:

“Nossa missão é tornar as informações acessíveis e úteis para todos. Trabalhamos com conteúdo licenciado de dicionários parceiros para ajudar nossos usuários a encontrar de forma fácil informações sobre palavras na Busca. Não editamos nem removemos as definições fornecidas pelos nossos parceiros que são os especialistas em idiomas. Em relação à palavra ‘professora’, a Oxford University Press, nossa parceira que trabalha com tradicionais editores de dicionário no Brasil, determinou que a segunda definição está em desuso e não é atual o bastante para ser incluída. A Oxford University Press removeu a definição e essa mudança está refletida nos resultados de dicionário exibidos na Busca para ‘professora’.”

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