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Aras diz que procuradores que deixaram Lava-Jato querem voltar

Na semana passada, o grupo de trabalho da Lava-Jato na PGR pediu demissão coletiva

BRASÍLIA – Indicado para a Procuradoria-Geral da República (PGR) pelo presidente Jair Bolsonaro , o subprocurador Augusto Aras disse, nesta sexta-feira, que os procuradores da Lava-Jato que deixaram seus cargos em protesto contra decisão de Raquel Dodge se dispuseram a voltar às suas atividades.
Antes de visita ao relator de sua indicação no Senado, Eduardo Braga (MDB-AM), Aras foi questionado sobre o grupo da Lava-Jato.

– Os procuradores que deixaram a Lava-Jato se dispuseram a voltar para as suas atividades. Eu não posso propriamente convocar ninguém, não estou no cargo e, só depois de ser sabatinado, poderei tomar alguma atitude pertinente à organização da instituição. Enquanto isso, eu sou um humilde candidato que se apresenta ao Senado Federal e humildemente espera o julgamento da Comissão de Constituição e Justiça e do plenário – disse.

Na semana passada, o grupo de trabalho da Lava-Jato na PGR formalizou um pedido de demissão coletiva em protesto contra a procuradora-geral Raquel Dodge. Os seis procuradores que compunham o grupo de trabalho – Raquel Branquinho, Maria Clara Noleto, Luana Vargas, Hebert Mesquita, Victor Riccely e Alessandro Oliveira – avisaram sobre a demissão por meio de mensagem enviada a grupos coletivos de trabalho das forças-tarefas da Lava-Jato em Curitiba e no Rio, assinada por seis procuradores do grupo.

Na manifestação, eles citam “grave incompatibilidade” com uma manifestação enviada por Dodge ao Supremo. Os procuradores não citaram detalhes do motivo. De acordo com fontes que acompanham o assunto, a insatisfação se deve a uma manifestação de Dodge sobre a delação premiada do ex-presidente da OAS Léo Pinheiro.

Patriotismo
Aras tem evitado dar entrevistas e falou brevemente com jornalistas, pedindo para que “perguntas meritórias” sobre sua eventual gestão na PGR sejam feitas depois da sabatina no Senado.

Sobre a mensagem que tem passado aos senadores nas conversas no Senado, Aras foi sintético:

– A Constituição na mão, o senso de patriotismo no coração.

Segundo ele, os parlamentares estão bem receptivos nas conversas.

Relatório
Relator da indicação, o senador Eduardo Braga (MDB-AM) disse nesta sexta que pretende apresentar seu parecer na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na próxima semana, na segunda ou terça. Braga contou que teve uma reunião pela manhã com consultores legislativos para elaborar o texto, que segundo ele será técnico baseado no currículo do subprocurador.

– Toda a discussão política e de conteúdo é feita, obviamente, na sabatina na CCJ – comentou o senador, que é líder do MDB na Casa.

Ates do encontro desta tarde, que o emedebista disse ser em função das documentações que Aras apresentou, eles se reuniram outras duas vezes nesta semana, na liderança do MDB e com os outros líderes do Senado.

– Na reunião de líderes, se não a unanimidade, a esmagadora maioria dos líderes fez comentários na presença do subprocurador Aras reconhecendo as palavras que ele apresentou – disse Braga.

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