Economia

Banco Central reduz taxa básica de juros para 4,25%

Patamar é o menor da história e pode encerrar ciclo de corte nos juros

BRASÍLIA — O Comitê de Política Monetária ( Copom ) do Banco Central decidiu, nesta quarta-feira, reduzir a taxa básica de juros — a Selic— de 4,5% para 4,25% ao ano. O corte de 0,25 ponto percentual veio em linha com a expectativa do mercado. O comunicado do Copom também sinaliza o fim do atual ciclo de cortes nos juros.

De acordo com uma pesquisa semanal Focus, do Banco Central, a previsão dos economistas é que a Selic permanecerá em 4,25% até o fim do ano, voltando a subir em janeiro de 2021 (possivelmente para 4,5%).

O comunicado do Copom afirma que o atual estágio do ciclo econômico recomenda cautela na condução da política monetária.

“Considerando os efeitos defasados do ciclo de afrouxamento iniciado em julho de 2019, o Comitê vê como adequada a interrupção do processo de flexibilização monetária. O Comitê enfatiza que seus próximos passos continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação, com peso crescente para o ano-calendário de 2021”, diz o texto.

O comunicado do Banco Central também avalia que há aumento de incerteza no cenário externo. E considera que os dados da atividade econômica divulgados desde o último Copom, em dezembro, “indicam a continuidade do processo de recuperação gradual da economia brasileira”.

Antes, o comitê dizia que o processo de recuperação econômica havia ganhado tração. O BC já considera no seu cenário uma taxa de câmbio a R$ 4,25.

É a Selic que orienta o que os bancos, cartões e financeiras cobram de seus clientes —  e o principal instrumento do Banco Central para conter a inflação. Num cenário de inflação em alta, os juros também sobem para desestimular o consumo e evitar que os preços subam ainda mais.

Alberto Ramos, economista-chefe para América Latina do Goldman Sachs, considera que, apesar da alta do dólar e do choque de preços da carne no fim do ano, o cenário para a inflação ainda é favorável.

— Além disso, o surto do coronavírus está se configurando como um choque deflacionário potencial para a economia brasileira, tanto por preços mais baixos de commodities quanto por menor crescimento global, principalmente na China — ressaltou.

Com a inflação em baixa, o Banco Central pode cortar os juros, o que também serve como estímulo para a economia. Para este ano, a previsão do mercado é de que a inflação medida pelo IPCA fique em 3,40% e, para o próximo, em 3,75.

O Copom se reúne a cada 45 dias para definir a Selic, buscando o cumprimento da meta de inflação. A meta é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), órgão formado pelo Banco Central e pelo Ministério da Economia.

A meta central de inflação para 2019 é de 4,25% e, como o sistema prevê margem de tolerância, será considerada formalmente cumprida se ficar entre 2,75% e 5,75%. Para 2020, o objetivo central de inflação é de 4% (tolerância entre 2,5% e 5,5%).

 

 

 

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EBC
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