Política

Bolsonaro ameaça demitir secretário de Produtividade do Ministério da Economia

Costa é acusado pelo presidente da ABDI de ter feito pedidos 'não republicanos'. 'Um dos dois perderá a cabeça', diz Bolsonaro

BRASÍLIA — O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira que pediu para o ministro da Economia, Paulo Guedes , apurar o relato do presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial ( ABDI ), Luiz Augusto de Souza Ferreira, que disse em entrevista à revista “Veja” ter recebido pedidos “não republicanos” do secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos da Costa . De acordo com Bolsonaro, os dois podem ser demitidos.

— Eu tomei conhecimento. Estou louco para saber. Entrei em contato com o Paulo Guedes, para saber que pedido é esse. Um dos dois, no mínimo, vai perder a cabeça. Porque não pode ter uma acusação dessas. Daí vão dizer que ele ficou lá porque tem uma bomba embaixo do braço. Não é esse o meu governo. Já pedi para apurar. Um dos dois, ou os dois perderão a cabeça — disse Bolsonaro, na saída do Palácio da Alvorada.

Na entrevista à “Veja”, Ferreira afirma que Carlos da Costa quer demiti-lo porque ele não atendeu aos “aos pedidos não republicanos” feitos pelo secretário.

O presidente da ABDI, que é vinculada ao Ministério da Economia, diz que tem provas para apresentar. Ele ainda disse que está seguindo a “determinação do presidente Bolsonaro de não atender vagabundo na administração pública”.

Também nesta segunda-feira, Márcio Félix, secretário de Petróleo e Gás Natural do Ministério de Minas e Energia, pediu exoneração do cargo. Félix alegou razões estritamente pessoais para deixar o cargo.

Em nota, o Ministério da Economia afirmou que Carlos da Costa “refuta terminantemente ter feito qualquer pedido não republicano” e “reitera que sua atuação sempre seguiu explicitamente as normas aplicáveis à Administração Pública Federal e aos princípios da ética e da integridade”.

O texto diz que “estão sendo tomadas providências judiciais para interpelar” Ferreira sobre o que foi chamado de “denúncias infundadas”.

 

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