Política

Bolsonaro diz que resolverá questão de cargueiros iranianos sem rusga com EUA

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira, 26, que espera resolver o “problema” dos navios iranianos parados há quase 50 dias no porto de Araraquara (PR)” no máximo até segunda-feira e “sem criar qualquer rusga” com os Estados Unidos. Ele voltou a afirmar que “o governo está alinhado, sim, com o governo de Donald Trump”.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, determinou na noite de quarta-feira, 24, que a Petrobrás abasteça dos dois navios com bandeira do Irã que estão parados no litoral do Paraná desde junho. Ao recusar-se a fornecer o combustível, a estatal brasileira alegava que poderia ser punida pois as embarcações são alvo de sanções americanas.

“Nosso, do governo Jair Bolsonaro está alinhado, sim, com o governo Trump. Estamos entrando em contato, temos conversado desde ontem com o embaixador do governo americano nessa questão, tem a decisão do Toffoli. Agora, os bancos não querem, outros, né, não querem receber o recurso para esse reabastecimento do navio. Então espero que nas próximas horas, ou até no máximo segunda-feira, a gente resolva esse problema sem criar qualquer rusga com os Estados Unidos”, declarou o presidente.

Bolsonaro falou com a imprensa ao deixar o Palácio da Alvorada, no final da manhã. O presidente passará o resto do dia em Goiânia (GO), onde participará do 161º Aniversário da Polícia Militar de Goiás.

Embaixador iraniano ameaçou deixar de importar milho

Na quarta-feira, o Irã ameaçou cortar as importações do Brasil se a estatal Petrobrás não reabastecer os dois cargueiros da República Islâmica que estão parados há semanas no Paraná por falta de combustível em consequência de sanções impostas pelos Estados Unidos.

Em entrevista à agência Bloomberg, o embaixador do Irã em Brasília, Seyed Ali Saghaeyan, disse que entrou em contato com as autoridades brasileiras na terça-feira, 23, para informar que seu país pode procurar novos parceiros para comprar milho, sojae carne se as autoridades brasileiras não resolverem a situação.

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