Política

Bolsonaro pede ‘calma’ a apoiadores: ‘Me critiquem quando eu errar’

Após polêmica sobre recriação do Ministério da Segurança Pública, presidente pediu para não ser criticado por ideias 'em gestação'

BRASÍLIA — O presidente Jair Bolsonaro pediu “calma” aos seus seguidores nas redes sociais, em vídeo publicado na manhã desta sexta-feira, e solicitou que eles não “potencializem” as discordâncias que tenham com o governo. Bolsonaro ainda pediu para ser criticado quando “realmente errar”, e não por ideias “em fase de gestação”. As declarações ocorrem após reações de apoiadores do governo à ideia de recriar o Ministério da Segurança Pública, o que enfraqueceria o ministro da Justiça, Sergio Moro, que atualmente é responsável pela área.

— Não espere que eu esteja 100% contigo, nem no casamento dá 100%. E aqui tem coisa que a gente destoa. Agora, não potencializem isso. E me critiquem quando eu realmente errar. Se eu errar, desce o cacete. Enquanto está em fase de gestação, discussão, estudo, calma, pessoal, calma aí, senão, não vai dar certo — disse Bolsonaro no vídeo, feito dentro de um carro, em Nova Délhi, na Índia.

Apesar de não se referir ao debate sobre o Ministério da Segurança, Bolsonaro afirmou que acompanha as redes sociais “apesar da internet no avião ser muito fraca”, indicando que estava tratando de uma discussão que ocorreu enquanto ele viajava para a Índia. Ele ainda atribuiu a derrota eleitoral do ex-presidente da Argentina Mauricio Macri a críticas semelhantes a que ele recebe.

— Faço um apelo ao pessoal do Brasil, a gente acompanha o que acontece, apesar de a internet no avião ser muita fraca, é impressionante como as pessoas escrevem coisas da cabeça, assim, sem qualquer fonte, sem qualquer origem, e partem de forma agressiva nos comentários. Calma, pessoal. O povo da Argentina tratou o Macri de forma semelhante. Olha quem voltou para lá, a turma da Kirchner, turma da Dilma, do Lula, turma do Foro de São Paulo.

 

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