Economia

Bradesco e Fitch apostam em crescimento mais forte do Brasil em 2019 e 2020

Banco e agência de classificação de risco revisaram estimativas após divulgação do resultado do PIB no terceiro trimestre

SÃO PAULO — O Bradesco e a agência de classificação de risco Fitch alteraram para cima suas estimativas para o crescimento da economia brasileira , depois do resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre , que ficou em 0,6%, acima das expectativas do mercado.

economista-chefe do Bradesco , Fernando Honorato , revisou a projeção de crescimento da economia para 2019 de 0,9% para 1,2% e para 2020 de 2,2% para 2,5%. Já a Fitch alterou de 0,8% para 1,1% o crescimento previsto para este ano e de 2% para 2,2% o do ano que vem.

Para Honorato, do Bradesco, a economia brasileira começa a ganhar tração. O economista avalia que a política econômica iniciada em 2016 começa a produzir efeitos e os próximos anos serão marcados pela desalavancagem do setor público e alavancagem do setor privado.

“Para este ciclo se confirmar é fundamental que os juros sigam baixos”, escreveu Honorato.

O economista avalia que este ano a inflação deve bater em 3,6%, ainda abaixo do centro da meta de 4,25%. Portanto, o cenário continua benigno para o ano que vem. Honorato manteve inalterada sua expectativa para a Selic este ano – 4,5% – portanto mais uma queda de 0,5 na reunião do Copom da próxima semana. Para 2020, o economista espera que a Selic caia a 4,25%.

Novos investimentos

“Mas se no final deste ano a economia acelerar mais ou a taxa de câmbio seguir se depreciando, o BC pode interromper o ciclo de queda nos 4,5%”, diz o economista, que avalia que a queda de juros tem influenciado a cotação da moeda americana. No cenário base do banco, o dólar deve fechar em R$ 4,00 em 2020.

“A queda da Selic tem influenciado a cotação da moeda, mas a aceleração do crescimento tende a trazer novos investimentos ao país, fazendo o real apreciar. Além disso, há sinais de estabilização da economia global, que pode ajudar o crescimento em 2020, especialmente se houver avanços nas conversas entre China e EUA”, escreveu o economista,

A Fitch revisou suas projeções após o melhor desempenho do PIB acima do esperado no terceiro trimestre e revisões históricas dos anos de 2017 e 2018.

Segundo a agência, o crescimento mais forte do crédito às famílias e a liberação dos recursos do FGTS a alguns trabalhadores ajudaram o consumo, enquanto o crescimento do investimento foi apoiado pela construção e produção de bens de capital.

“A maior produção de petróleo ajudou, embora o desempenho do setor manufatureiro também tenha influenciado positivamente o resultado”, escreveu a agência em relatório a clientes.

Via
O GLOBO
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