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Brasil cria 43 mil empregos formais em julho e, no ano, já são 461 mil

É o 4º mês seguido de saldo positivo na geração de vagas. Em relação a 2018, alta é de 3%

O Brasil criou 43.820 mil vagas de trabalho com carteira assinada no mês de julho. O saldo é a diferença entre as contratações e a demissões neste período: foram registradas 1.331.189 contratações e 1.287.369 demissões. Os dados constam do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados ( Caged ), divulgados nesta sexta-feira pelo Ministério da Economia.

Se considerado o resultado acumulado dos primeiros sete meses deste ano, o saldo é positivo frente a 2018. De janeiro a julho, foram abertas 461.411 vagas formais. No mesmo período do ano passado, as novas vagas somaram 448.263 – uma variação de quase 3%.

Julho é o quarto mês seguido de saldo positivo na criação de empregos formais no país. Na comparação com o mesmo período do ano passado, no entanto, houve queda no número de novas vagas. Em julho de 2018, 47.319 mil empregos com carteira assinada haviam sido criados.

A maior parte do desempenho positivo do mês de julho e se deve à geração de empregos no setor de construção civil . Esse segmento gerou 18.721 vagas no mês. Em seguida, aparece o setor de serviços, com 8.948 novos empregos. A indústria de transformação abriu 5.391 novas vagas. E o comércio, 4.887.

Em nota, o secretário de Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Dalcomo, afirmou que o mercado de trabalho vem apresentando sinais de recuperação gradual, e que a agenda de reformas pode melhorar o cenário.

“Consideramos que o mercado de trabalho tem apresentado sinais de recuperação gradual, em consonância com o desempenho da economia. O governo vem adotando medidas de impacto estrutural e esperamos reflexos positivos no mercado de trabalho, na medida do aprofundamento das reformas”, disse Dalcolmo.

A administração pública foi o único setor que mais demitiu do que contratou em julho. Esse segmento da economia fechou 315 postos de trabalho no mês passado.

Entre os estados, o Rio de Janeiro registrou saldo negativo, e fechou 2.845 vagas em julho. Espírito Santo e Rio Grande do Sul também fecharam o mês no vermelho, com o maior número de demissões – 4.117 e 6.348, respectivamente.

O melhor desempenho foi registrado em São Paulo , que criou 20.204 vagas, seguido de Minas Gerais, com 10.609 empregos novos, e Mato Grosso, com 4.169.

Trabalho intermitente
Em julho, 12.121 trabalhadores foram contratados e outros 6.575 foram desligados na modalidade de trabalho intermitente, criada em 2017 com a reforma trabalhista. Como o total de admissões nessa modalidade foi maior que o de demissões, o saldo ficou positivo em 5.546 empregos no período.

O trabalho intermitente ocorre esporadicamente, em dias alternados ou por algumas horas, e é remunerado por período trabalhado.

No mês passado, o setor de serviços concentrou o maior número de contratações desse tipo, com destaque para as funções de alimentador de linha de produção, servente de obras e faxineiro.

 

 

Via
O Globo
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