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Caso Ronaldinho: Procuradoria do Paraguai pede ordem de prisão a Dalia López para Interpol

Empresária está sendo processada por produção e uso de documentos paraguaios com conteúdo falso e associação criminosa

A Procuradoria do Ministério Público do Paraguai solicitou, nesta sexta-feira, que a Interpol emita uma ordem de prisão para a empresária Dalia López, envolvida na prisão de Ronaldinho Gaúcho, que está foragida. Ela está sendo processada por produção e uso de documentos paraguaios com conteúdo falso e associação criminosa.

O pedido acontece após Osmar Legal, promotor envolvido na investigação sobre o uso de documentos falsos de Ronaldinho e seu irmão, Roberto Assis, informar ao Ministério Público do Paraguai que recebeu a informação de que Dalia poderia estar escondida no Brasil.

Desde a prisão de Ronaldinho Gaúcho e Assis, a polícia procura pela empresária. Ela foi convocada para uma audiência no início do mês, mas, por meio de seus advogados, argumentou que não estaria presente por conta do risco de contaminação do novo coronavírus. Segundo Dalia, ela tem diabetes e hipertensão, o que a incluiria no grupo de pessoas mais vulneráveis à doença.

As investigações apontam que a falsificação de documentos seria apenas a ponta de um iceberg que envolve um esquema de evasão cambial e lavagem de dinheiro, que teria Dalia como uma das líderes. Até o momento, 16 pessoas são investigados no caso.

Segundo o Ministério Público, a Fundação Fraternidade Angelical — da qual Dalia é presidente e que lançaria o Programa Saúde Móvel para Meninos e Meninas com Ronaldinho como garoto-propaganda — teria sido criada justamente para fazer parte do esquema.

Assim como a Brasil Paraguai Investimentos, empresa criada por Wilmondes Sousa Lira (empresário e amigo de Assis)  em 2019 em nome de sua mulher Paula Lira. É através dela que os irmãos Assis entrariam como sócios no negócio, que ao todo movimentaria US$ 400 milhões (R$1,8 bilhão). Por isso o interesse em se naturalizar e obter os documentos paraguaios.

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