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Celso de Mello vota por condenação de Geddel; julgamento é interrompido novamente

Processo é sobre o bunker encontrado pela Polícia Federal com R$ 51 milhões em apartamento em Salvador

BRASÍLIA – O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello, votou nesta terça-feira pela condenação do ex-ministro Geddel Vieira Lima e do seu irmão, o ex-deputado federal Lúcio Vieira Lima, pelo crime de lavagem de dinheiro no processo referente ao bunker encontrado pela Polícia Federal com R$ 51 milhões em apartamento em Salvador em 2017. O caso é julgado pela Segunda Turma do STF. O julgamento dos Vieira Lima, que havia começado na semana passada, foi novamente interrompido e deverá ser retomado na semana que vem.

A interrupção no julgamento de Geddel aconteceu por conta da leitura do voto de Celso de Mello, que tinha mais de 200 páginas. Geddel, Lúcio e o ex-assessor Job Brandão e o empresário Luiz Fernando Machado da Costa são acusados dos crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa. Na semana passada, o relator do caso, Edson Fachin, votou pela condenação dos irmãos Vieira Lima pelos dois crimes e pela absolvição de Brandão e Machado da Costa.

Celso de Mello votou pela condenação de Geddel e Lúcio Vieira Lima pelo crime de lavagem de dinheiro, mas não chegou a concluir o seu voto em relação à acusação de associação criminosa e também não chegou a se referir sobre os outros dois réus do processo. Segundo o ministro, as evidências trazidas pela acusação foram suficientes para convencê-lo da ocorrência do crime de lavagem de dinheiro cometido pela dupla.

Segundo a denúncia feita pela Procuradoria-Geral da República (PGR), os R$ 51 milhões encontrados pela Polícia Federal têm origem criminosa. Eles seriam oriundos do pagamento de propina feito pela empreiteira Odebrecht e de repasses feitos pelo operador financeiro Lúcio Funaro.

A presidente da Segunda Turma, Cármen Lúcia, disse que o processo será retomado no dia 15 de outubro. Além da conclusão do voto de Celso de Mello, ainda faltam os votos dos outros três integrantes da corte: Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes.

Geddel foi ministro da Secretaria de Governo do ex-presidente Michel Temer. Desde setembro de 2017, ele está preso na Penitenciária da Papuda, em Brasília.

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