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Collor é alvo de operação da PF que apura lavagem na compra de imóveis

Agentes cumprem 16 mandados de busca e apreensão em Maceió (AL) e Curitiba (PR); valores sob investigação são de aproximadamente R$ 6 milhões

RIO – Agentes da Polícia Federal cumprem nesta manhã de sexta-feira 16 mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao senador Fernando Collor (PROS-AL). O ex-presidente é investigado em suposto esquema de lavagem de dinheiro por meio de compra de imóveis em leilões públicos. Os mandados estão sendo cumpridos nas cidades de Maceió (AL) e Curitiba (PR) e foram autorizados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin.

As investigações da operação batizada de Arremate têm por objetivo identificar e comprovar o suposto envolvimento de Collor como responsável por arrematar imóveis em leilões públicos ocorridos nos anos de 2010, 2011, 2012 e 2016, e assim ocultar recursos de origem ilícita, bem como viabilizar a ocultação patrimonial dos bens e convertê-los em ativos lícitos.

Collor é investigado por participar dos leilões por meio de um representante com o objetivo de ocultar seu envolvimento como beneficiário final das operações. Os valores sob investigação são de aproximadamente R$ 6 milhões, sem as correções.

Além de lavagem, os envolvidos são acusados de corrupção, desvio de dinheiro público, falsificações e organização criminosa.

Odebrecht e BR Distribuidora
Em agosto, a então procuradora-geral da República, Raquel Dodge , pediu o arquivamento de inquérito aberto com base na delação da Odebrecht para investigar Collor. Ela contrariou em parte o relatório final da Polícia Federal (PF). O delegado Orlando Cavalcanti Neves Neto tinha assinado relatório no qual dizia haver elementos para concluir que Collor cometeu o crime de corrupção passiva.

Já em setembro, Fachin arquivou o inquérito que apurava se o senador cometeu peculato. Em maio, a PGR acusou o parlamentar de atuar para que a BR Distribuidora firmasse contratos com a empresa Laginha Agro Industrial, de propriedade do também alagoano João Lyra , com quem Collor mantém relações políticas, de amizade e familiares.

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