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Conservador Andrzej Duda é reeleito presidente da Polônia

Com 99,97 % dos distritos apurados, ele conseguiu uma estreita margem de vantagem com relação ao prefeito de Varsóvia e representante da Plataforma Cívica (PO), Rafal Trzaskowsk.

O atual chefe de Estado da Polônia, o conservador Andrzej Duda, foi reeleito no segundo turno das eleições, que aconteceram no domingo (12). Com 99,97 % dos distritos apurados, ele conseguiu uma estreita margem de vantagem com relação ao prefeito de Varsóvia e representante da Plataforma Cívica (PO), Rafal Trzaskowsk.

Duda, do partido Lei e Justiça (PiS), recebeu 51,21% dos votos, enquanto Trzaskowski obteve 48,79% dos votos. A diferença de votos entre os candidatos foi de cerca de 500 mil, de acordo com a Reuters.

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Na campanha eleitoral, Duda fez discursos pelos valores tradicionais da família polonesa, contra minorias, além de ter acusado a vizinha Alemanha de tentar ajudar a oposição. Em busca dos votos da direita, Duda recorreu a ataques contra a comunidade LGBT, associando o movimento pela consolidação desses direitos como uma “ideologia” pior do que o comunismo.

Durante seu 1º mandato, Duda colocou em prática um governo nacionalista e foi fortemente criticado pela União Europeia por implementar mudanças que restringiam a independência do Judiciário e a liberdade de imprensa no país.

Já Trzaskowski, que foi ministro do governo do ex-premiê polonês e ex-presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, defendia valores democráticos e uma Polônia progressista, alinhada com os valores da União Europeia. O seu partido, a Plataforma Cívica, ficou no poder de 2007 a 2015.

Candidato da oposição Rafal Trzaskowski faz pronunciamento para seus simpatizantes no domingo (12), em Varsovia, na Polônia  — Foto: Petr David Josek/AP
Candidato da oposição Rafal Trzaskowski faz pronunciamento para seus simpatizantes no domingo (12), em Varsovia, na Polônia — Foto: Petr David Josek/AP

Adiamento por causa da pandemia

As eleições foram fortemente afetadas pela crise provocada pela pandemia de Covid-19. Inicialmente, a votação havia sido marcada para 10 de maio, mas a falta de um acordo do governo nacionalista conservador com a oposição obrigou as autoridades a adiar o pleito para o dia 28 de junho. No primeiro turno, Duda teve por volta de 45% dos votos.

A campanha foi marcada pelo temor dos poloneses de uma recessão, a primeira no país desde o fim do comunismo, devido à pandemia do novo coronavírus.

O presidente Duda, apontado como favorito nas pesquisas por muito tempo, parece ter sofrido uma queda de popularidade nas últimas semanas devido à crise causada pela pandemia.

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