Política

CPI das Fake News: PF se nega a compartilhar inquérito sobre eleições de 2018

Decisão de repassar informações à CPI mista do Congresso será tomada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF)

A Polícia Federal se negou a compartilhar com a CPI das Fake News informações sobre inquérito que investiga supostas irregularidades no uso de “ferramentas digitais” nas eleições de 2018 . Sob a alegação de a apuração ainda estar em curso e de que eventual vazamento de informações a prejudicaria, o delegado Eduardo Maneta remeteu a decisão sobre compartilhar ou não os dados à CPI mista à avaliação do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF). Entre os argumentos para se negar a compartilhar os dados, a PF alegou que o inquérito ainda está em andamento e que ainda há diligências em curso.

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A decisão foi comunicada ao presidente da comissão, o senador Angelo Coronel (PSD-BA), por meio de ofício encaminhado pela PF nesta quinta-feira. A transferência de sigilo e compartilhamento do inquérito instaurado no ano passado foram aprovados em 25 de setembro pela comissão, por meio de requerimento da deputada Natália Bonavides (PT-RN).

O inquérito foi aberto pela PF a pedido de Raquel Dodge, então procuradora-geral da República, Raquel Dodge. Em 19 de outubro, ela fez a requisição depois de reportagem da Folha de S.Paulo sobre empresas apoiadoras do então candidato Jair Bolsonaro que supostamente compraram pacotes de disparo de mensagens contra o PT por meio do WhatsApp.

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“A necessidade de ser aprovada a transferência do sigilo do referido inquérito policial federal para a ‘CPI das Fake News’ se fundamenta no fato de que a CPI possui como seus objetos a investigação dos ataques cibernéticos que atentam contra a democracia e o debate público, e a utilização de perfis falsos para influenciar os resultados das eleições 2018”, alegou a deputada Bonavides.

No pedido de compartilhamento, ela alega que decisão do Supremo permite que documentos sigilosos possam ser usados nos trabalhos das comissões parlamentares de inquérito.

Via
O GLOBO
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