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Cracolândia de SP mantém fluxo e especialistas temem ‘contágio total’ entre usuários

Aglomeração, compartilhamento de objetos e higiene precária podem ajudar coronavírus a se espalhar rapidamente entre centenas de usuários de drogas da região

SÃO PAULO — Passava pouco das 8h desta quarta-feira e a movimentação na maior cracolândia do país, em São Paulo, parecia manter seu ritmo. Usuários se aglomeravam em rodinhas, jogados em calçadas próximas à Estação da Luz, para “queimar a pedra”. Considerado público vulnerável para uma cartela de doenças, homens e mulheres usavam a droga nesta manhã também alheios à pandemia do coronavírus.

Não havia, pela manhã, qualquer tipo de atendimento. Aopenas um epqueno grupo de policiais faziam a ronda, como de costume.Cerca de 700 pessoas dediferenets idades frequentam a região dia e noite.

Para tentar frear a disseminação da doença que já atingiu mais de 400 mil pessoas no mundo, sendo 2,2 mil no Brasil, especialistas recomendam o distanciamento social e a higienização constante de mãos e objetos, entre outros hábitos. Na realidade da Cracolândia, no entanto, essas orientações são inócuas.

Para fumar o crack, muitos usuários compartilham cachimbos entre si, sem qualquer cuidado. Não existem locais próximos para higienização, tampouco havia ações nesta quarta-feira para impedir definitivamente que as centenas de pessoas se aglomerassem. O tráfico de drogas é feito a céu aberto e até autoridades de saúde são impedidas de chegar ao “fluxo”, onde a movimentação é mais intensa, para prover as orientações necessárias.

A psicóloga Maria Ângela Comis, coordenadora-geral do Centro de Convivência É de Lei, especializado em políticas de redução de danos e que atua na Cracolândia, afirma que é questão de tempo para o vírus se alastrar na entorno e que é grande a possibilidade de todos os usuários serem infectados.

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