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Delator diz que Pimentel teria ajudado OAS a conseguir contrato no Uruguai

Deflagrada nesta segunda-feira (12), a Operação Monograma investiga informações prestadas pelo empresário Benedito Rodrigues, conhecido como Bené, sobre uma suposta intervenção do ex-governador de Minas Gerais Fernando Pimentel, quando ainda era ministro de Desenvolvimento no governo Dilma Rousseff, à autoridades do governo uruguaio em favor da empreiteira OAS.

Segundo informado ao blog por investigadores do caso, Bené contou em 2016 que, cinco anos antes, a OAS solicitou a intervenção de Pimentel junto a autoridades do governo uruguaio para participar da construção de um gasoduto.

Segundo Bené, os contatos foram viabilizados e a OAS, de fato, participou da obra. A empreiteira, então, teria doado R$ 3 milhões, em forma de contribuição, para campanha de Pimentel ao governo de Minas. Ainda de acordo com o empresário delator, o dinheiro foi entregue em Belo Horizonte, em seis parcelas de R$ 500 mil.

A Operação Monograma, que investiga crimes eleitorais e lavagem de dinheiro, cumpriu dois mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao ex-governador Fernando Pimentel.

Como informou a PF oficialmente, a Monograma é um desdobramento da Operação Acrônimo. A corporação policial suspeita de delitos eleitorais, nas quais empresas de consultoria teriam simulado a prestação de serviços para o recebimento de supostas vantagens ilícitas em troca do contrato no Uruguai, que somariam esses R$ 3 milhões.

A superintendência da PF em Minas tem outra robusta investigação eleitoral em curso, a que apura supostas candidaturas de laranjas do PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, em Minas Gerais.

As duas investigações eleitorais seguem o novo entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) de que crimes eleitorais como o caixa 2, que tenham sido cometidos em conexão com outros crimes como corrupção e lavagem de dinheiro, devem ser enviados à Justiça Eleitoral.

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