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Depois de liberar o FGTS, equipe de Bolsonaro espera queda de juros para impulsionar economia

Depois da autorização para saques do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), anunciada na semana passada, a equipe do presidente Jair Bolsonaro está na expectativa de uma redução na taxa de juros pelo Banco Central nesta semana. O raciocínio é que uma taxa menor vai gerar um clima positivo na economia e melhorar o ritmo do crescimento do país no segundo semestre.

Seria a continuidade de uma agenda positiva delineada pela equipe do ministro Paulo Guedes (Economia), depois de um primeiro semestre de frustrações na área econômica, com as previsões de alta do Produto Interno Bruto (PIB) caindo de 2,5% no início do ano para os atuais 0,8%.

Agenda positiva que começou com a autorização de retirada de recursos do Fundo, medida que pode injetar na economia neste ano R$ 30 bilhões e estimular o consumo, e vai englobar programas de privatizações e de concessões a serem anunciados nas próximas semanas.

O Comitê de Política Monetária (Copom) reúne-se a partir desta terça-feira (30) para definir a taxa de juros básicas da economia (Selic). No mercado e até dentro do Palácio do Planalto, a avaliação é que há um cenário propício para uma redução na, hoje em 6,5% ao ano. As apostas vão de um corte de 0,25 ponto percentual até uma redução maior, de 0,50 ponto percentual.

Se for confirmado, seria o primeiro corte depois de dez reuniões do Copom, nas quais, desde a gestão de Ilan Goldfajn, durante o governo Michel Temer, e na de Roberto Campos Neto, atual presidente do BC, a postura foi de cautela por causa da crise fiscal brasileira.

Agora, porém, os ingredientes apontam para a possibilidade de Campos Neto e sua equipe mudarem de posição.

A inflação está baixa, o crescimento está fraco e a Câmara dos Deputados aprovou a reforma da Previdência em primeiro turno. Além disso, o cenário é de desaceleração da economia mundial, com a possibilidade cada vez mais concreta de o Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, fazer um corte na sua taxa de juros no mesmo dia em que o Banco Central brasileiro irá anunciar sua decisão.

A postura conservadora de Roberto Campos Neto recomenda certa cautela. Mas, no mercado, a maioria dos analistas estão na ponta do corte na taxa. A dúvida seria a dimensão. Eles, inclusive, acreditam que, aprovada a reforma da Previdência no Senado até o final de setembro, a taxa Selic pode fechar 2019 em 5,5% ao ano.

Via
G1
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