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DEPUTADO DO PSL ACIONA PF CONTRA LUDMILLA POR APOLOGIA ÀS DROGAS

O deputado federal Cabo Junio Amaral (PSL-MG) registrou uma notícia-crime contra Ludmilla na Polícia Federal solicitando uma investigação por conta de apologia às drogas, devido ao lançamento de “Verdinha”, em que a cantora faz referência à maconha. Ludmilla soube do caso pela internet e se pronunciou via Twitter.

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“Milhões de brasileiros, desempregados, sem moradia, hospitais sem vagas, a violência predominante, poluição, a questão ambiental, a rede pública de educação miserável, mas o maior problema que o Brasil tem no momento é uma música que fala de alface. Brinca mais”, escreveu.

Apesar da canção ser sobre maconha, a cantora não usa a palavra na letra nem em nenhum material de divulgação. No clipe, a “verdinha” Lud aparece fumando e em meio à uma plantação de alface. “Eu fiz um pé, lá no meu quintal. Estou vendendo a grama da verdinha a 1 real”, diz o refrão. “Fiquei loucona, chapadona, só com a marola da Juana”, canta ela em outro trecho.

Na ementa, o deputado requer a aprovação de moção de repúdio contra a cantora por conta de apologia “à prática de condutas criminosas, como o plantio, a venda e o consumo de drogas”. “A influência que isso causa nos jovens é de dimensão trágica. Não podemos nos omitir”, disse o político.

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Pelo Twitter, Amaral também se manifestou. “O tempo de assistirmos sentados essas ofensas às nossas famílias calados, acabou! Apresentei moção de repúdio na Comissão de Segurança, notícia-crime junto a Polícia Federal e representei tb no Ministério Público Federal a cantora por essa ‘música’ que faz apologia ao crime”, escreveu.

Maconha no uso medicinal

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou na última terça-feira um novo regulamento que autoriza no Brasil o registro e comercialização de remédios à base de Cannabis, conhecida popularmente como maconha. A nova regra entra em vigor 90 dias após a publicação no Diário Oficial da União, que deve acontecer nos próximos dias.

Os produtos à base de Cannabis poderão ser comprados em farmácia sem manipulação e drogarias, desde que haja a prescrição de um médico. O regulamento veda a manipulação de qualquer produto derivado de Cannabis.

Empresas nacionais poderão produzir os medicamentos no país, desde que cumpram as determinações da Anvisa, demonstrando a eficácia e segurança dos remédios, além de relatórios periódicos apontando os limites de especificação e métodos de controle de qualidade. Os que desejam importar o substrato da Cannabis para fabricação do produto deverão realizar a importação da matéria-prima semielaborada, e não da planta ou parte dela. A regulamentação do plantio da cannabis no Brasil ainda está sendo debatida pela Anvisa.

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