Economia

Dez anos depois, o fim da recuperação judicial de um dos gigantes das carnes

O processo do Premium Food Brasil teve muitas idas e vindas, brigas societárias e dois aditamentos no plano aprovado pelos credores

No fim do mês passado, depois de mais de dez anos, o juiz Paulo Roberto Zaidan Maluf, da 8.ª Vara Cível de Rio Preto (SP), encerrou a recuperação judicial do grupo Arantes, hoje Premium Food Brasil.

Em janeiro de 2009, a empresa, que era uma das maiores do setor de carnes, decidiu pedir proteção da Justiça para reestruturar suas dívidas de cerca de R$ 1,5 bilhão. O processo teve muitas idas e vindas, brigas societárias e dois aditamentos no plano aprovado pelos credores.

“A empresa sai muito menor do que entrou”, diz o advogado da companhia, Jorge Mattar. Quando pediu a recuperação, o grupo Arantes tinha dez empresas, resultado de uma série de aquisições feitas antes da crise de 2008. O objetivo era abrir o capital na Bolsa e se tornar um dos maiores exportadores do País.

Mas a crise do subprime dos Estados Unidos interrompeu os planos da companhia. Endividado por causa das aquisições, o grupo teve de lidar com a queda na demanda e prejuízos com aplicações ligadas ao câmbio. Hoje tem apenas uma planta de bovinos em Jataí, Goiás.

A saída da recuperação judicial, no entanto, ainda é questionada na Justiça. Parte dos credores trabalhistas com créditos acima de R$ 10 mil afirmam ter recebido apenas 3,95% dos valores, diz o advogado Marcio Neidson Barrionuevo da Silva. Ou seja, depois de dez anos, o processo ainda poderá ter desdobramentos negativos para a empresa.

 

Via
Estadão
Etiquetas

DEIXAR UM COMENTÁRIO

Política de moderação de comentários: A legislação brasileira prevê a possibilidade de se responsabilizar o blogueiro ou o jornalista responsável por blogs e/ou sites e portais de notícias, inclusive quanto a comentários. Portanto, o jornalista responsável por este Portal de Notícias reserva a si o direito de não publicar comentários que firam a lei, a ética ou quaisquer outros princípios da boa convivência. Não serão aceitos comentários anônimos ou que envolvam crimes de calúnia, ofensa, falsidade ideológica, multiplicidade de nomes para um mesmo IP ou invasão de privacidade pessoal e/ou familiar a qualquer pessoa. Comentários sobre assuntos que não são tratados aqui também poderão ser suprimidos, bem como comentários com links. Este é um espaço público e coletivo e merece ser mantido limpo para o bem-estar de todos nós.
Botão Voltar ao topo
Fechar

Adblock detectado

Por favor, considere apoiar-nos, desativando o seu bloqueador de anúncios