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Diamantes e ouro que pertenciam a Sérgio Cabral vão a leilão; peças estão avaliadas em R$ 3 milhões

Pregão foi marcado para esta quarta-feira (29). Dinheiro arrecadado vai para o Ministério da Justiça e o Fundo Antidrogas.

Um leilão de joias que pertenciam ao ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral foi marcado para esta quarta-feira (29). Estão à venda 20 lotes, que somam pelo menos R$ 3 milhões: 15 diamantes e cinco lingotes de ouro 24 quilates, o mais puro que existe.

Os lances iniciais variam de R$ 52,6 mil a R$ 246,5 mil — respectivamente, uma pedra de diamante com 2,05 quilates e outra com 4,06 quilates.

O pregão foi autorizado pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas do Ministério da Justiça e Segurança Pública (Senad/MJSP) e será conduzido on-line pela De Paula Leilões.

Para onde vai o dinheiro

Se houver compradores, 40% do valor arrecadado com os lotes será destinado para estruturar e equipar as forças policiais responsáveis pela apreensão das joias.

O restante vai para o Fundo Nacional Antidrogas (Funad), que dispõe hoje de R$ 92 milhões para financiar, entre outros, projetos e ações de prevenção e de combate ao tráfico de ilícitos.

Caso as peças não sejam arrematadas, um novo leilão deve ocorrer no dia 20 de agosto.

O ex-governador Sérgio Cabral é conduzido pela PF no dia em que prestou novo depoimento e admitiu esquema de pagamento de propina — Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo
O ex-governador Sérgio Cabral é conduzido pela PF no dia em que prestou novo depoimento e admitiu esquema de pagamento de propina — Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

Toffoli arquiva inquéritos

Nesta segunda-feira (28), a pedido do procurador-geral da República, Augusto Aras, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, mandou arquivar três inquéritos abertos com base no acordo de delação premiada fechado pela Polícia Federal com Cabral.

Os inquéritos, que tramitam em sigilo no Supremo, têm como alvos ministros do Superior Tribunal de Justiça e do Tribunal de Contas da União. A informação é do jornal ‘O Globo’.

O ministro Edson Fachin tinha autorizado a abertura de 12 inquéritos em março e repassado as investigações para que Toffoli indicasse um novo relator. O presidente do STF acolheu a posição de Augusto Aras. Segundo fontes, Aras não viu elementos na colaboração de Cabral que justifiquem as apurações.

Quase 300 anos de prisão

Preso por corrupção desde o final de 2016, o ex-governador é réu em 31 ações penais e já foi condenado em 13 processos — o último em janeiro deste ano, na Operação Fatura Exposta, que apurou o pagamento de propina na área da saúde.

Até agora, as penas de Cabral somam 282 anos, 5 meses e 3 dias.

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