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Diretor-presidente da Ancine quer investir na expansão das salas de cinema no Brasil

Convidado da Expocine 2019, em São Paulo, Alex Braga disse filmes brasileiros podem se beneficiar de medida

SÃO PAULO – Sozinho no comando da Agência Nacional de Cinema (Ancine) desde a quarta-feira, o diretor-presidente Alex Braga disse nesta sexta-feira que entre suas prioridades nesse período de transição e interinidade está “aumentar o controle, a fiscalização e a transparência no uso de recursos públicos”.
Braga, que estava entre os palestrantes da Expocine 2019, feira do setor audiovisual realizada esta semana em São Paulo, falou também que está trabalhando próximo à Secretaria do Audiovisual e da Secretaria Especial de Cultura, ligadas ao ministério da Cidadania, para ordenar e reorientar as política públicas para o setor audiovisual:

– Acredito que este é um período de transição para reorganizarmos de forma efetiva as ações da agência – disse ele no painel “Perspectivas para a expansão das salas de cinema”.

Braga explicou que o mercado exibidor deve receber atenção especial na elaboração de novas políticas públicas para o setor audiovisual. Segundo ele, quanto mais aumenta o número de salas no país, mais aumenta o público dos filmes brasileiros. Hoje, o pais conta com um parque exibidor de 3.356 salas:

– Não existe uma política para desenvolvimento da atividade de produção e distribuição de audiovisual brasileira que não passe necessariamente por uma politica adequada de expansão do parque exibidor – disse o diretor-presidente da Ancine.

Apesar da crise econômica, o mercado de exibições brasileiro mantém padrões de crescimento constantes, o que confirma esse setor como uma potência para o desenvolvimento, diz Braga. O Brasil cresceu 4,3% nesse setor nos últimos cinco anos, atrás de China, Rússia e México, e à frente do Reino Unido e Estados Unidos e Canadá juntos.

– O número representa um bom crescimento. Por outro lado, o país tem 64 mil habitantes por sala, o que significa a um potencial ainda maior de desenvolvimento. É terreno fértil para investimento – disse ele.

De acordo com o diretor-presidente da Ancine, a constância e segurança das política públicas em curso também têm um papel importante nessa equação:

– A gente tem que cuidar para que tenhamos políticas públicas seguras, adequadas e constantes. Elas também participam desse quadro de evolução virtuosa da cadeia produtiva – disse ele.

Braga disse que pretende trabalhar no sentido de alcançar três objetivos principais enquanto estiver à frente da Ancine: investir em infraestrutura e tecnologia, adequar a política regulatória para o setor e implantar medidas de controle e transparência. Ele também repetiu o discurso de Ricardo Rihan, secretário do Audovisual, de que os órgãos responsáveis pelo setor audiovisual  devem voltar a um modelo de governança original, na medida em que a Ancine acumulou muitas atribuições e não consegue resolver problemas como o da prestação de contas.

– Vamos trabalhar ainda na adequação de uma política regulatória para o setor, simplificando e racionalizadno procedimentos, e mudando uma lógica de regulação com muitas normas que por vezes que criam barreira para novas ideias e modelos de negócios – disse ele.

Outro ponto abordado, no fim da palestra, foi a questão da cota de tela. Também ecoando o que disse Rihan na Expocine, Braga falou que o modelo de cota de tela deve ser revisto e readequado se impedir o desenvolvimento do parque exibidor.

Via
O GLOBO
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