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Dono do Grupo Petrópolis é denunciado por lavagem de dinheiro

Empresário usou contas no exterior para movimentar propina de contratos da Petrobras

SÃO PAULO. A força-tarefa da Lava-Jato em Curitiba denunciou o empresário Walter Faria, dono do Grupo Petrópolis, por lavagem de dinheiro de propina. Ele é acusado de ter lavado US$ 3,6 milhões desviados de contrato de navio-sonda da Petrobras em contas mantidas no exterior. Também foi denunciado Vanuê Antônio da Silva Faria, sobrinho do empresário, e Nelson de Oliveira, executivo do grupo.

Vanuê Faria seria o responsável por ordenar a movimentações das contas do Grupo Petrópolis no exterior e Oliveira mantinha contas em seu nome usadas no esquema.

O empresário Walter Faria está preso. Ele teve prisão preventiva decretada e se entregou à Polícia Federal no último dia 5 de agosto, após ser alvo da 62ª Fase da Lava-Jato .

Segundo o Ministério Público Federal, o dinheiro foi movimentado entre 2006 e 2007 em contas secretas na Suíça e era decorrente do contrato do navio-sonda Petrobras 10.000 pelo estaleiro Samsung, no valor de US$ 586 milhões. Os procuradores afirmam que os documentos bancários obtidos na investigação comprovam o recebimento de recursos sem causa econômica legítima.

O Grupo Petrópolis, de acordo com os procuradores, teria auxiliado a Odebrecht em pagamentos de propina, por meio da troca de reais no Brasil por dólares em contas no exterior. As irregularidades começaram a ser investigadas em 2016, quando uma planilha com nomes de políticos e referência à cerveja Itaipava foi achada na casa de um dos executivos da empreiteira.

Os procuradores afirmam que o empresário Walter Faria e outros executivos do Grupo Petrópolis movimentaram irregularmente cerca de R$ 329 milhões em contas fora do Brasil. Em 2017, o empresário repatriou R$ 1,4 bilhão obtidos de forma ilícita.

O esquema de lavagem de dinheiro do Grupo Petrópolis foi utilizado por cinco delatores da Lava Jato. Além de Cerveró, os operadores Fernando Falcão Soares, o Fernando Baiano; Júlio Camargo e Jorge Luz e seu filho, Bruno Luz. Todos foram arrolados como testemunhas.

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