Política

‘É uma questão de matemática’, diz Bolsonaro sobre flexibilização do teto de gastos

Presidente indica apoiar a medida, mas não dá detalhes

O presidente Jair Bolsonaro indicou nesta quarta-feira que pode apoiar a proposta de flexibilizar o teto de gastos, norma constitucional que estabelece que as despesas da União não podem ultrapassar determinado nível independentemente do volume de arrecadação. Sem deixar claro que medida será tomada pelo governo, Bolsonaro afirmou que é “uma questão de matématica.

Temos um orçamento, temos as despesas obrigatórias que já estão subindo. Acho que daqui a dois três anos vai zerar a despesa discricionária. (gastos de custeio e investimentos). É isso? Isso é uma questão de matemática, nem preciso responder para você, isso é matemática – disse o presidente, na saída do Palácio da Alvorada.

Indagado se o governo tomaria a iniciativa de mudar a norma, respondeu:

Eu vou ter que cortar a luz de todos os quarteis do Brasil, por exemplo, se nada for feito. Já te respondi.

No próximo ano, a despesa total do governo somará R$ 1,479 trilhão. Desse valor, R$ 682 bilhões serão destinados para pagar as aposentadorias do INSS, e R$ 336 bilhões para a folha de ativos e inativos.

As despesas obrigatórias têm subido e vão somar 94% dos gastos do governo federal em 2020 reduzindo o espaço para os gastos de custeio da máquina. O governo tem cada vez um volume menor de recursos para investimento.

No mês passado, Bolsonaro reclamou que governo federal “ não tem dinheiro ” e que os ministros estavam “apavorados” com a situação.

Via
O Globo
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