Economia

Economia se recupera de maneira ‘mais sustentada’ em todas as regiões do país, diz BC

Indicadores do Centro-Oeste e do Norte tiveram o melhor desempenho entre as regiões

BRASÍLIA — A economia vem se recuperando de maneira gradual nas diferentes regiões do país, num processo “ mais sustentado ” de expansão. A avaliação consta do Boletim Regional do Banco Central , documento elaborado trimestralmente pela autoridade monetária para detalhar o andamento da atividade econômica em todo o país.

Segundo o BC, “o comportamento recente dos indicadores de atividade econômica evidencia a recuperação gradual da economia em curso. Regionalmente, observa-se maior convergência nas trajetórias das principais variáveis de acompanhamento de conjuntura, sugerindo processo de expansão mais sustentado”.

Ainda assim, o Banco Central pondera que a economia segue operando com alto nível de ociosidade dos fatores de produção em todas as regiões do país, o que significa um grande número de fábricas paradas por falta de demanda até o trimestre que se encerrou em agosto.

Os dados do boletim mostram que a atividade econômica cresceu em todas as regiões no último trimestre. No Centro-Oeste, o avanço foi o maior do país, de 2%. Em seguida aparece a região Norte, com uma melhora de 0,8%. No Sudeste, o percentual foi positivo em 0,6%, seguido do Nordeste, que avançou 0,3%, e do Sul, que cresceu menos, apenas 0,2%.

No Centro-Oeste, foi a colheita da safra de inverno que impulsionou a atividade econômica. Outras atividades associadas à cadeia do agronegócio na região, como o comércio e o transporte de grãos, também contribuíram para a melhora geral. A expectativa do BC é que, na medida em que essa safra seja processada pela indústria alimentícia, a atividade na região pode melhorar ainda mais.

No Norte, o impulso veio da indústria extrativa – setor que vinha em baixa no trimestre anterior -, principalmente no Pará. O número também foi puxado pelo crescimento da produção e das vendas do Polo Industrial de Manaus.

A atividade do Sudeste foi puxada pelo crescimento do comércio, pela retomada da indústria petroleira e pelo avanço do emprego na construção civil. Ainda de acordo com o BC, “o avanço nas reformas e nos ajustes necessários na economia nacional, as taxas de juros em patamares historicamente baixos e a inflação em níveis confortáveis tendem a consolidar o processo de crescimento da economia na região nos próximos trimestres”.

Rio de Janeiro

No estado do Rio, a indústria extrativa segue em expansão, e registrou sua terceira alta trimestral consecutiva por conta do desempenho do setor de petróleo. O destaque vai para a produção de derivados do petróleo, como o coque, e de biocombustíveis. No total, o setor extrativo avançou 7,6% no Rio entre junho e agosto.

Por outro lado, o setor de serviços retraiu no estado, diante da queda de confiança dos empresários e de um nível ainda baixo de consumo entre as famílias, embora o emprego tenha melhorado ligeiramente. A taxa de desemprego entre os fluminenses recuou de 15,1% para 14,7%.

Na região Nordeste, a economia segue em ritmo mais moderado na comparação com as demais regiões. A atividade nas fábricas e o ritmo das exportações retraiu, mas o nível de emprego, puxado pela construção civil, melhorou. O BC projeta que a liberação dos recursos do FGTS servirá de estímulo para o desempenho nordestino nos próximos trimestres.

O menor ritmo de expansão entre as regiões foi registrado no Sul do país, principalmente por conta da dispensa de trabalhadores e da piora do cenário industrial, que vinha em crescimento há quatro trimestres seguidos. À semelhança do Nordeste, o BC acredita que o impacto dos saques do FGTS deve estimular a economia dos estados sulistas nos próximos meses.

 

Via
O GLOBO
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