Política

Eduardo Bolsonaro diz que sabatina no Senado será ‘bom momento’ para mostrar que está preparado

Deputado disse que 'inexiste' a possibilidade de nepotismo

O deputado federal Eduardo Bolsonaro disse, nesta quarta-feira, que a sabatina no Senado será um ‘bom momento’ para provar que está preparado para assumir o cargo de embaixador do Brasil nos Estados Unidos.

Sim, existe o julgamento político, eu posso ser aprovado ou rejeitado no Senado Federal. Acredito que a sabatina vai ser um bom momento para eu provar que estou preparado para esse cargo e as possibilidades de estreitar essas relações com os EUA após anos do Brasil virando as costas para o governo norte americano principalmente durante o período dos governos do PT — disse o deputado.

Eduardo afirmou ainda que não existe nepotismo na indicação e que está confiante:

Estou confiante, estou esperançoso, mas depende do Senado Federal neste momento, já que o presidente fez a indicação, fui aprovado no agrément. Pela parte dos Estados Unidos, eles não enxergam problema nenhuma nessa minha indicação, a sumula vinculante do STF é bem clara, inexiste a possibilidade de nepotismo — afirmou.

Na terça-feira, o presidente Jair Bolsonaro havia admitido a possibilidade de retirar a indicação do filho caso não houvesse apoio no Senado para aprová-la, dizendo que não queria submeter Eduardo a um “fracasso”. Nesta quarta-feira, entretanto, o presidente disse que a nomeação está mantida e que não haverá “recuo” . Comentando as declarações de seu pai, o deputado federal criticou a imprensa por fazer um “terceiro turno” das eleições do ano passado:

O que ele colocou ali: uma parte da imprensa tenta fazer um terceiro turno das eleições, tentar prejudicar o presidente através de uma interpretação totalmente contrária. Jair Bolsonaro não conversou comigo sobre qualquer eventual, possível, possibilidade de talvez recusa, isso aí nunca existiu — disse.

Quando cogitou retirar a nomeação de seu filho, Bolsonaro criticou um parecer da Consultoria Legislativa do Senado, divulgado pelo GLOBO no fim de semana, que considerou que a nomeação configurava nepotismo. Ele disse que os consultores “agem de acordo com o interesse do parlamentar” que pede o parecer, e alegou que a legalidade da indicação estava baseada em uma súmula do Supremo sobre nepotismo.

A súmula de 2008, no entanto, dá margem a diferentes interpretações , já que ela admite a indicação de parentes para cargos políticos, como secretários de estados e municípios e ministros, mas não para cargos comissionados, e não especifica em qual definição se enquadra a função de embaixador. Um julgamento para dirimir essa dúvida está pendente no STF.

Veja também: Guedes defende imposto e diz que decisão caberá à classe política

Via
O Globo
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