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Eike nega irregularidades e diz a CPI que ‘caixa-preta’ do BNDES são empréstimos sem garantia

Empresário prestou depoimento à CPI que investiga se houve irregularidades em empréstimos concedidos pelo banco. Bolsonaro é quem costuma dizer que quer 'abrir caixa-preta' do BNDES.

O empresário Eike Batista negou nesta terça-feira (6) ter cometido irregularidades em empréstimos contraídos no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Ao prestar depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura suspeitas de irregularidades no banco, Eike disse ainda que a “caixa-preta” do BNDES está nos empréstimos concedidos pela instituição sem garantias.

Desde a campanha eleitoral do ano passado o presidente Jair Bolsonaro promete abrir o que chama de “caixa-preta” do BNDES, numa referência a empréstimos do banco.

“Na minha opinião, a caixa-preta em relação aos empréstimos são aqueles que não tiveram garantias. Usaram meu exemplo no BNDES, que estava 100% correto, para tirar a atenção da real caixa-preta do banco”, afirmou.

Durante o depoimento à CPI , Eike Batista afirmou ainda que todos os empréstimos do banco para o Grupo EBX tiveram aval e garantias de bancos privados, com “risco zero” para o BNDES.

‘Caixa-preta’
Em junho, o então presidente do BNDES, Joaquim Levy, pediu demissão após Bolsonaro ter dito que ele estava com a “cabeça a prêmio”.

Segundo auxiliares do presidente, a situação de Levy ficou “insustentável” porque ele, na avaliação desses interlocutores de Bolsonaro, não havia cumprido a promessa.

O novo presidente do órgão, Gustavo Montezano, tomou posse em 16 de julho e disse que “explicará caixa-preta” do BNDES em até dois meses.

Doações partidárias
Ainda no depoimento à CPI, Eike Batista foi questionado sobre doações partidárias. Indagaram se ele fez doações com o objetivo de ter acesso a integrantes do governo. O empresário, então, respondeu que “acredita na democracia” e fez doações para todos os partidos.

“Eu estou no Brasil inteiro, em vários partidos. Eu fazia doações para partidos de oposição também. Existia uma filosofia, eu acredito na democracia, havia doações para todos e volta e meia eu doava mais para alguém que eu gostava mais”, disse.

Parlamentares também questionaram a Eike se os empréstimos do BNDES se tornaram “moeda de troca” para vantagens próprias e políticas. Em resposta, ele disse que “nunca” houve contrapartida.

Via
G1
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