Internacional

Em Hong Kong, manifestantes e policiais se enfrentam

Manifestantes jogaram bombas de gasolina em prédios do governo, segundo imprensa americana; polícia revidou com bombas de gás lacrimogêneo e canhões d'água.

Manifestantes fazem mais um dia de protestos neste sábado (31) em Hong Kong. Segundo a rede de televisão americana CNN, eles jogaram bombas de gasolina em prédios do governo.

A polícia revidou com bombas de gás lacrimogêneo e canhões d’água, e os manifestantes tentaram se proteger atrás de guarda-chuvas.

A cidade enfrenta a pior crise política em décadas, e os protestos já duram três meses. Na sexta-feira (30), vários ativistas pró-democracia foram detidos, em uma operação que foi denunciada por associações como uma tentativa chinesa de silenciar a oposição.

Os manifestantes querem barrar a influência da China, que eles consideram crescente, e impedir a redução das liberdades dos cidadãos que vivem no território semiautônomo.

As manifestações populares na cidade começaram depois que o governo local apresentou um projeto de lei – depois suspenso – que permitiria a extradição de cidadãos de Hong Kong para a China continental. Eles também passaram a pedir a renúncia da governante de Hong Kong, Carrie Lam, acusada de não defender os interesses internos. Apoiada pela China, ela diz que permanecerá no poder.

Na quinta (29), o Exército de Liberação Popular da China (PLA, na sigla em inglês) trocou suas tropas em Hong Kong no que disse ser uma operação de rotina. O quartel-general da cidade era a antiga base da guarnição militar britânica.

Sem líder, os manifestantes utilizam as redes sociais para coordenar os protestos e, até agora, conseguiram poucas concessões do poder político. Eles já invadiram o Parlamento local, decretaram uma greve geral que travou os transportes públicos e fizeram um protesto pacífico utilizando canetas com laser.

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