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Escolas e creches particulares do Rio convocam protesto pela volta às aulas

Passeata está marcada para domingo, às 9h, na orla de Copacabana

RIO — Após a Justiça do Trabalho suspender a volta às aulas, que estava prevista para segunda-feira, representantes de creches e escolas particulares decidiram se mobilizar. Um protesto marcado para domingo, a partir das 9h, na orla de Copacabana, pedirá a reabertura dos colégios, fechados há seis meses.

— Muitos pais e mães precisam trabalhar e não têm creche ou escola para deixarem seus filhos. Pesquisas anunciam o crescimento de doenças emocionais e sintomas de depressão entre as crianças, que estão sem seu principal espaço de desenvolvimento e socialização — diz Celia Moreno Maia, presidente da Associação Brasileira de Educação Infantil (Asbrei), que promete um retorno seguro. — Estamos seguindo todos os protocolos dos órgãos de vigilância sanitária. Defendemos a volta facultativa às atividades, por meio do ensino híbrido e com sistema de rodízio entre as turmas.

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Pedido de reconsideração

O governo do estado e os sindicatos patronais das escolas particulares (Sinepe-Rio) e das universidades (Semerj) foram notificados nesta sexta-feira sobre a decisão do juiz Elísio Correa de Moraes Neto, que determinou a suspensão da volta às aulas até que exista uma vacina ou algum tipo de comprovação de que a reabertura dos estabelecimentos é segura.

O governo do estado confirmou ter sido notificado, mas não informou se irá recorrer da decisão. O presidente do Sinepe-Rio, José Carlos Portugal, diz que o sindicato vai pedir a reconsideração do magistrado:

— Temos argumentos consistentes para mostrar que as escolas estão agindo no sentido de preservação da vida. Seguimos os protocolos chancelados por inúmeras instituições de saúde, pela vigilância sanitária e pelas secretarias de saúde. Estamos preparados para receber nossos alunos e restabelecer os laços afetivos e cognitivos tão necessários — diz.

Custo social

Especialistas alertam para o custo social do confinamento prolongado das crianças. Para o infectologista Edimilson Migowski, da UFRJ, é possível promover um retorno seguro das atividades escolares se os protocolos sanitários forem seguidos. — O custo social de manter uma criança em casa é muito alto. E se você considerar uma reabertura bem conduzida, mantendo o espaçamento e os cuidados sanitários, a escola pode ser um local de menor risco de transmissão do que uma ida à praia ou clube — afirma.

O infectologista Celso Ramos, da UFRJ, afirma que o quadro atual da pandemia na cidade do Rio favorece a reabertura.— O momento epidemiológico é favorável, pois estamos numa situação de estabilidade da doença na capital. Além disso, esperar por uma vacina é incerto. Não sabemos quando teremos a vacina e qual será a sua eficácia — diz.

 

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