Política

Governador e senadores do PSL rechaçam desfiliação para seguir Bolsonaro

Além de Flávio Bolsonaro, o prefeito de Mirandópolis afirmou que vai deixar o partido para acompanhar o presidente

SÃO PAULO — O presidente Jair Bolsonaro anunciou nesta terça-feira a deputados do PSL que vai deixar o partido. Mas, pelo menos por enquanto, não deve conseguir arrastar muitos quadros da legenda com ele. Além do senador Flávio Bolsonaro, que se desfiliou nesta tarde,  o prefeito de Mirandópolis (SP), Éverton Sodário, disse que vai pedir sua desfiliação para acompanhar o presidente, entre todos os oito pesselistas eleitos para cargos do sistema majoritário, isto é, aqueles que podem deixar o partido e mesmo assim manter seu mandato.

Além de prefeitos, podem sair de seus partidos sem perder o mandato governadores, senadores e presidentes da República. Nessa categoria eleitoral, o PSL tem também entre seus quadros o prefeito de Pimenta Bueno (RO), Delegado Araújo, os governadores Carlos Moisés (SC), Marcos Rocha (RO) e Antonio Denarium (RR), e os senadores Flávio Bolsonaro (RJ), Major Olimpio (SP) e Soraya Thronicke (MS).

Três deles, o governador Moisés e os senadores Olimpio e Thronicke, já anunciaram que vão ficar no PSL, independentemente da saída de Bolsonaro. Eles são considerados moderados, uma vez que não endossam a agenda considerada radical da “ala ideológica”, liderada por Eduardo Bolsonaro no Congresso.

Já os governadores Rocha e Denarium e o prefeito Araújo não responderam se devem ou não sair. Denarium afirmou que vai se reunir com o presidente Bolsonaro nos próximos dias para definir a situação.

Apesar de não poderem ainda deixar o PSL, aliados de Bolsonaro tentam forçar a saída de alguma forma. Um dos maiores desafetos do presidente do partido, Luciano Bivar, o deputado Bibo Nunes (RS) começou uma campanha própria nesta terça pedindo aos seus seguidores que se desfiliassem do partido.

 

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