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Guedes cobra do Congresso ação para tirar país ‘do fundo do poço’

Para ministro, está nas mãos da Casa resolver rombo fiscal

BRASÍLIA – Chamado ao Congresso para debater o drama das contas públicas, o ministro da Economia, Paulo Guedes, não deixou o governo carregar sozinho a responsabilidade de resolver o problema.

Em audiência pública na Comissão Mista de Orçamento (CMO), ele disse a deputados e senadores que, sem a aprovação de medidas que resolvam o desequilíbrio fiscal do país – especialmente a reforma da Previdência -, não haverá investimento, emprego ou crescimento.

Num momento em que as previsões apontam para uma queda do PIB no primeiro trimestre de 2019 – correndo o risco de uma revisão para baixo também de 2018, o que caracterizaria uma recessão técnica -, o ministro fez questão de apontar que é o Parlamento quem tem a palavra final sobre várias das ações que precisam ser adotadas:

– Está nas mãos da Casa nos tirar do fundo do poço, com esse equacionamento fiscal. A resposta da economia será rápida. As pessoas dizem: ‘Ah, mas a economia não está respondendo’. Respondendo a quê? O que fizemos para ela crescer? Não aprovamos nada. Não fizemos nada. Como ela vai sair crescendo? Só na base da saliva, da expectativa, do sonho? – disse ele, acrescentando ainda:

 

– Isso já foi tentado outras vezes. Funciona durante um certo tempo e ali na frente colapsa tudo. Não vamos fazer isso. Não vamos vender falsas esperanças. A situação é séria, mas as reformas têm o poder de produzir respostas.
Cobrado sobre o corte de quase R$ 30 bilhões no Orçamento, que afetou desde as pesquisas do IBGE até os repasses para universidades federais, Guedes disse que o ideal é que o Congresso decida a melhor alocação do dinheiro público.

Tanto que o ministro já anunciou que o governo tem uma proposta para desvincular e desindexar totalmente os gastos públicos. Isso daria aos parlamentares a responsabilidade de definir para onde vai a arrecadação sem ter que seguir a obrigatoriedade de destinar percentuais mínimos da receita para uma ou outra área:

– Vão ter que chegar um dia a controlar os orçamentos e os contingenciamentos – disse Guedes.

Se a mensagem do ministro vai ajudar a fazer as propostas econômicas do governo avançarem no Congresso só o tempo dirá. Até porque isso não depende só da área econômica.

Também depende da capacidade do presidente Jair Bolsonaro e da ala política do governo de construírem consensos com o Congresso para aprovar as propostas. Caso contrário, segundo Guedes, vai chegar o dia em que ele terá que chegar para deputados e senadores e dizer: “Se virem aí”.

Via
O GLOBO
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