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Guedes critica deduções do IR e defende redução de alíquota

O ministro da Economia, Paulo Guedes, se mostrou nesta quinta-feira favorável à redução da alíquota do Imposto de Renda concomitante ao fim de deduções e expressou otimismo quanto aos próximos passos da agenda econômica do governo, em meio a um clima positivo com a aprovação da reforma da Previdência na Câmara.

Em evento em São Paulo, Guedes afirmou acreditar que haverá uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) paralela à da reforma das aposentadorias para incluir Estados e municípios no ajuste dessas despesas.

O ministro disse ainda que a liberação de recursos do FGTS é um impulso à economia que deixará de ser transitório, embora tenha ressalvado a necessidade de uma calibragem na medida para não prejudicar o crédito imobiliário.

Ainda na linha de estímulos à economia, Guedes relatou que o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, havia lhe dito que há espaço para redução dos compulsórios entre 100 bilhões de reais e 200 bilhões de reais, ação que reforçaria a disponibilidade de crédito.

“Nem tiramos o primeiro arpão da baleia, apenas começamos e ela já começou a se mexer”, disse o ministro, em referência à metáfora da baleia arpoada várias vezes utilizada por ele mesmo.

Guedes lembrou que, dentre as medidas trabalhadas pelo governo, a do pacto federativo e da reforma tributária — os dois eixos da política econômica neste semestre — estão sendo devidamente negociados.

“Em relação ao IVA, não haverá choque nenhum (com o Congresso). Estamos de acordo em visão, alcance e profundidade”, afirmou o ministro. Contudo, ele expressou algum ceticismo sobre a aceitação da proposta por todos os Estados. “Por isso, vamos oferecer uma alternativa, que é o IVA-Dual”, completou.

O IVA deve substituir uma série de impostos, simplificando a tributação, enquanto o IVA-Dual seria uma alternativa com dois IVAs — um de competência federal e outro, estadual.

Guedes criticou ainda a possibilidade de deduções do Imposto de Renda. “Você bota uma alíquota de 27,5% e deixa o cara deduzir, ficar juntando papelzinho de dentista. Isso é regressivo, ineficiente, melhor tirar todas as deduções e baixar a alíquota. É muito mais simples.”

Via
Reuters
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