Economia

Guedes diz que Brasil pode crescer mais de 2% em 2020

Ministro diz que crescimento virá com manutenção de fundamentos "como impostos baixos"

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta sexta-feira que a economia brasileira vai crescer o dobro em 2020. Segundo ele, o país atingirá uma taxa de crescimento maior que 2% no próximo ano. A previsão oficial do governo é de um crescimento de 2,17% no próximo ano e de 0,8% em 2019.

“Vamos recuperar a dinâmica de crescimento. Nós achamos que, no ano que vem, o ritmo de crescimento pode dobrar. Ano que vem, vamos crescer acima de 2%”, disse o ministro, em entrevista à TV Record. “O ano que vem vai ser bem melhor que este ano. Mas ainda não estamos falando de 3,5%, 4%. Nós achamos que, ano que vem, o Brasil pode crescer acima de 2%”, acrescentou.

O ministro afirmou ainda que o crescimento virá com a manutenção de fundamentos, “como impostos baixos”. Segundo ele, a manutenção desse programa poderá levar o que chama de aliança de centro-direita a “ficar mais tempo” no governo.

“Melhorar os fundamentos é a receita que hoje China, Índia, Paquistão, Sudeste Asiático, todos estão seguindo, de impostos mais baixos, crescimento acelerado, inserção nas cadeias globais de valor. Esse programa liberal-democrático que vamos seguir até o último dia do governo. O presidente Bolsonaro tem dado todo o apoio a isso. O mais provável é que a economia recupere essa dinâmica de crescimento. E que essa coalizão de centro-direita, de conservadores e liberais, consiga inclusive ficar mais tempo implementando esse programa na política brasileira.”

Guedes comentou ainda os números do emprego divulgados pelo IBGE e pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia. O Caged registrou a criação de 121.387 vagas formais de trabalho em agosto, melhor resultado para o mês em seis anos. Segundo o ministro, com o crescimento do projeto para a economia, será possível acelerar a criação de vagas.

“Mesmo nesse trimestre surgiram um milhão de empregos próprios. Alguns deles estão lutando com seus novos negócios. Acreditamos que isso seja uma nova forma de relacionamento que ainda não está nos dados”, afirmou.

Guedes voltou afirmar que pretende fomentar a geração de empregos com a desoneração da folha de pagamentos das empresas. A proposta do governo era compensar essa redução de impostos com a criação de um tributo nos moldes da antiga CPMF. A proposta foi rejeitada pelo presidente Bolsonaro, o que levou à demissão do ex-secretário da Receita Marcos Cintra.

“Os encargos trabalhistas são os mais cruéis que o Brasil tem. Esses encargos trabalhistas são perversos, cruéis, esses impostos criaram desemprego em massa no Brasil. Estamos estudando alternativas.”

 

Via
ÉPOCA NEGÓCIOS

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