Economia

Guedes espera aprovar reforma tributária ainda este ano

Governo defende que estados e municípios não sejam obrigados a aderir ao Imposto de Valor Agregado (IVA)

O ministro da Economia, Paulo Guedes , afirmou nesta quinta-feira que espera que a proposta de reforma tributária seja aprovada no Congresso Nacional ainda este ano. As medidas do governo, que ainda serão apresentadas no Congresso Nacional, devem agregar impostos sobre o consumo. Estados e municípios ficariam de fora, a menos que desejem ingressar no novo modelo.

Guedes defende uma proposta de reforma tributária que contemple o chamado Imposto de Valor Agregado (IVA) ou seja, que agregue tributos federais sobre o consumo, hoje distribuídos entre PIS e IPI e Cofins.

Esse ano eu acho que vai (ser aprovado), isso tudo vai acontecer neste ano. O Pacto Federativo vai mais tempo, eles lá (os deputados e senadores) estão otimistas. Eu acho que leva um pouco mais de tempo — disse Guedes, que participou de um evento do setor de gás promovido pelo Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP).

A diferença da proposta do governo com a do economista Bernardo Appy, que integra a PEC 45, de autoria do deputado Baleia Rossi (MDB/SP), é a obrigatoriedade de participação de estados e municípios na criação do IVA. A equipe econômica defende que os demais entes federativos não tenham que fazer parte dessa unificação, enquanto o texto de Appy cria essa exigência.

Apesar da divergência, Guedes afirma que não irá se chocar com a decisão da Câmara dos Deputados de incluir ou não os outros entes federativos.

Não vamos nos chocar com eles. Se a Câmara preferir que seja compulsório e que vai todo mundo, vai todo mundo, se não colocar todo mundo, nós do Governo Federal vamos fazer fazer nossa parte. — afirma.

Guedes disse, ainda, que pretende mudar as regras de tributação sobre renda, num segundo momento. O objetivo é tentar reduzir a carga de impostos pagos pelos brasileiros, principalmente entre os mais pobre.

O ministro avaliou ainda que o Brasil está preparado para a turbulência global causada pela guerra comercial entre Estados Unidos e China, e os efeitos do movimento político na Argentina.

Não devemos temer o efeito contágio. O Brasil tem uma dinâmica própria. São poucos países que possuem isso — É uma ventania. Se fizermos nosso dever de casa, a ventania será apenas uma ventania.

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Via
O Globo
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