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Guterres pede mais cooperação internacional contra tráfico humano

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, pediu neste domingo (3) mais cooperação internacional para evitar tragédias como a dos 39 imigrantes, possivelmente vietnamitas, encontrados mortos na semana passada em um caminhão na Inglaterra.

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Em entrevista coletiva na capital da Tailândia, Guterres destacou a necessidade de organizar a migração para que seja legal e deixar assim sem “negócio” as redes de tráfico de pessoas. Guterres disse que gostaria de ver a mesma cooperação internacional para o tráfico de pessoas como a que vê contra o tráfico de drogas, porque “o tráfico de pessoas humanas é um crime mais abjeto que o de drogas”.

O secretário-geral da ONU participou em Bancoc da reunião de cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), que termina amanhã (4). Estão presentes à reunião bilateral Asean-ONU os líderes do bloco, bem como representantes da China, do Japão e da Índia.

Na entrevista, Guterres ressaltou o fato de o governo de Myanmar (antiga Birmânia) ter alcançado a “reconciliação” no estado Rakáin, no oeste do país, e a repatriação de forma segura e com dignidade dos refugiados rohinyás de Bangladesh. Os rohinyás, uma etnia não reconhecida por Myanmar, iniciou em agosto de 2017 um êxodo massivo para o vizinho Bangladesh após uma campanha militar qualificada por investigadores da ONU de “limpeza étnica” com indícios de “genocídio”.

Guterres defendeu ainda o multilateralismo nas relações internacionais e instou os governos a lutar contra a crise climática, que classificou de “problema-chave” para a segurança.

A esse propósito, o secretário-geral da ONU referiu-se a um recente relatório que indica a perda de grandes zonas costeiras em 2050, devido ao aumento do nível médio do mar que afetará 300 milhões de pessoas, dos quais 70% na Ásia. “É absolutamente essencial evitar que isso ocorra”, afirmou Guterres, convocando os países a usar energias renováveis, que qualificou de mais baratas e eficientes, e a deixar de construir centrais de carvão a partir do próximo ano.

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Via
EBC
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