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Hospitais de campanha do Rio podem não ficar prontos; entenda

Secretário de Saúde, Fernando Ferry, sinaliza indefinição em momento difícil de combate contra a Covid-19 no estado

RIO — O secretário de Saúde do Estado do Rio, Fernando Ferry, disse nesta sexta-feira que cobrará da organização social Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde (Iabas) a abertura de hospitais de campanha e de leitos contratados para o combate ao coronavírus. Mas ele admitiu, citando especificamente a estrutura inacabada no do município de Casimiro de Abreu, que, devido ao atraso nas obras, nem todos deverão ser abertos. Poucas horas depois, sua pasta divulgou que o número de mortes causadas pela Covid-19 em território fluminense subiu para 3.657, com 245 óbitos a mais na comparação com o dia anterior. O total de casos passou para 33.589, o que corresponde a um aumento de 1.500 em relação à quinta-feira.

— Precisamos avaliar com cuidado a necessidade de abrir os outros hospitais de campanha. A curva de contaminados, agora, está com leve queda — disse Ferry antes da divulgação do boletim de casos.

Procurado pelo “RJ TV”, para comentar a possibilidade de as obras de seis hospitais de campanha não terminarem (apenas o do Maracanã está funcionando), o Iabas afirmou, em uma nota, que ficará muito feliz em paralisar suas operações. O instituto foi contratado por R$ 836 milhões para montar e administrar sete unidades.

“Caso as curvas de incidência da Covid-19 venham determinar a possibilidade técnica da descontinuidade da implantação dessas unidades, afirmamos, muito sinceramente, que estaremos felizes em paralisar nossas operações”, diz um trecho da nota, que é concluída da seguinte forma: “Nessas condições, e Deus queria que seja assim, asseguramos que estaremos disponíveis para encontrar uma solução que atenda os interesses do Iabas e também do Estado do Rio”.

Ferry se esquivou de perguntas sobre fraudes na área de saúde, lembrando que assumiu o cargo de secretário na última segunda-feira:

— Fica todo mundo querendo saber se vai fechar, se vai abrir hospital, se desviou (verba), se não desviou. Isso é com a polícia. Não me perguntem, por favor, isso. Eu não aguento mais. Vamos cuidar das pessoas. O governador Wilson Witzel me disse que eu não tinha que me preocupar com contratos, com valores pagos, que o Tribunal de Contas do Estado, o Ministério Público e uma auditoria vão cuidar disso. Ele só me pediu para salvar vidas. Eu não sou político, sou técnico, e quero trabalhar. E fica uma politização, cloroquina , não cloroquina… O médico é soberano para decidir.
 

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