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Huawei anuncia nova fábrica em São Paulo, com investimento de US$ 800 milhões

Empresa quer se preparar para demanda do leilão da tecnologia 5G, que será no ano que vem

RIO — A Huawei avalia a construção de sua primeira fábrica para produzir celulares no Brasil. De acordo com uma fonte do setor, a ideia é que a unidade fabrique smartphones 5G. Mas a gigante chinesa só pretende levar o plano a diante se as vendas de seus aparelhos, que foram lançados em abril deste ano, forem bem sucedidas. A rival Ericsson também também vai ampliar sua fábrica no Brasil de olho na quinta geração de telefonia.

A cidade que vai abrigar a fábrica da Huawei ainda será definida pela gigante chinesa. O objetivo da empresa é abastecer o mercado nacional e exportar para o restante da América do Sul. Além de São Paulo, outros estados podem receber o investimento, destacou uma fonte.

– A Huawei tem planos para o Brasil. A companhia já é uma das principais fornecedoras de infraestrutura em telefonia no país e agora quer ampliar sua unidade de negócios com a venda de smartphones, mas a fábrica vai depender da evolução das vendas dos celulares, que hoje são importados. A intenção será fabricar celulares em 5G – disse uma fonte ao GLOBO.
Em nota, a Huawei disse que está no Brasil há 21 anos. A empresa disse que esteve “sempre presente na transformação digital do Brasil, do 2G até o 4.5G. E agora, na era do 5G, não será diferente. A empresa está animada com as oportunidades no cenário brasileiro e, conforme o desenvolvimento da performance da operação dos smartphones da Huawei no mercado local, considera instalar uma fábrica em São Paulo em um futuro próximo”.

O anúncio foi feito nesta sexta-feira pelo governo paulista. O investimento será de US$ 800 milhões (cerca de R$ 3,3 bilhões) nos próximos três anos — de 2020 a 2022. O anúncio ocorreu no penúltimo dia da visita à China do governador João Doria e de outros integrantes da equipe do governo, entre eles o secretário da Fazenda e Planejamento, Henrique Meirelles. Eles se reuniram com representantes da Huawei.

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— Essa reunião definiu as perspectivas de investimentos da Huawei no Brasil e em São Paulo. A Huawei já tem uma fábrica em Sorocaba, no interior de São Paulo, que emprega dois mil funcionários diretos e 15 mil indiretos. Eles definiram um novo investimento em São Paulo: uma nova fábrica em uma nova cidade — comemorou Doria.

Também nesta sexta-feira, a Huawei, que se vê em meio à disputa comercial entre os EUA e a China , apresentou o seu próprio sistema operacional , o Harmony, para se livrar da dependência do Android, do Google.

De acordo com o governo de São Paulo, a escolha da cidade onde será instalada a nova unidade da Huawei será feita nos próximos meses, dentro do polo de desenvolvimento tecnológico do estado. A definição dependerá das circunstâncias de logística, disponibilidade de mão de obra, condições técnicas de implantação do novo site e da nova fábrica.

O acordo visa a preparar a empresa chinesa, segunda maior fabricante de celulares do mundo, atrás apenas da Samsung, para a demanda do leilão de telefonia 5G no Brasil, previsto para março do ano que vem. A Huawei fornece equipamentos usados pelas operadoras de telefonia.

Segundo o governo de São Paulo, além do acordo para a nova fábrica, foi definido um investimento da chinesa, cujo valor ainda será defindido, no Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). O projeto será dedicado à tecnologia e à inovação.

Ericsson vai ampliar fábrica em São Paulo
Outro investimento será na área da educação, em um programa de inovação, tecnologia e digitalização da rede pública de ensino do ensino fundamental e básico. O objetivo é, até o final de 2022, que as escolas da rede pública estadual não utilizem mais giz e quadro negro, substituindo-os por computadores, tablets, smartphones e tecnologia de ponta, para professores e alunos.

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O movimento da chinesa é acompanhado de outras empresas, como a Ericsson, principal rival na área de infraestrutura. A empresa vai investir na ampliação de sua fábrica em São José dos Campos, em São Paulo, com a construção de uma linha adicional para fabricar mais equipamentos 5G. A fábrica no Brasil tem uma capacidade mensal de produção de 16 mil rádios (antenas). Desse total, 60% da produção é para atender o mercado local e 40% para exportação, atendendo toda a América.

– Vamos aumentar a linha de produção, com a criação de uma linha adicional de olho no 5G. Essa unidade é uma das poucas no mundo, além da Estônia e China – disse ao GLOBO Paulo Bernardocki, diretor de Redes da Ericsson. – Hoje, os equipamentos em 4G que já produzimos já são habilitados para funcionar em 5G. Para isso, basta fazer uma atualização do software.

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