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Itália põe Milão, Veneza e região em quarentena para conter novo coronavírus e manda fechar espaços

Cerca de 16 milhões de pessoas serão afetadas; 5,8 mil casos e 233 mortes foram registradas

ROMA — O primeiro-inistro italiano Giuseppe Conte confirmou, neste sábado, a imposição de  uma quarentena em diversas partes do Norte do país, incluindo Milão e Veneza, restringindo o movimento de 16 milhões de pessoas. A possível ação é uma tentativa de controlar a multiplicação dos casos do novo coronavírus, o Covid-19, e não foi imposta nesta extensão por ninguém além da China, epicentro das infecções.

A epidemia italiana, a pior na Europa e fora da Ásia, já causou graves impactos em uma das economias mais frágeis do país e levou ao fechamento das escolas. Ficará proibida, na prática, a entrada e saída na região da Lombardia — responsável por um quinto do PIB do país — e em outras 14 províncias da região de domingo até o dia 3 de abril.

Segundo a imprensa local, também haverá vetos a casamentos, funerais, eventos culturais e esportivos. Bares que não impuserem regras para que seus consumidores mantenham distância uns dos outros também seriam penalizados.

As infecções na Itália praticamente dobraram nesta semana: na quarta-feira, eram 2,5 mil. Neste sábado, segundo a Organização Mundial da Saúde e o governo italiano, pularam para 5.883. As mortes passaram de 36 para 233.

Nicola Zingaretti, líder do Partido Democrático (PD), da coalizão governista, anunciou neste sábado que também foi infectado: “Bem, ele chegou”, disse em uma postagem em seu Facebook. De casa, ele disse que seguirá todos os protocolos de quarentena determinados pelas autoridades, que pedem para que todos aqueles com o novo coronavírus se autoisolem.

A vizinha França tornou-se também um dos maiores centros da epidemia na Europa: neste sábado, mais duas mortes, ambas no Norte da França, e 103 casos foram registrados. Agora, o país tem um total de 949 pessoas infectadas, incluindo um integrante do Parlamento francês.

Ao lado da Alemanha e de outros países, a França impôs limites à exportação de equipamentos médicos de proteção — alguns dos quais são altamente necessários, mas com estoques baixos.

Na Espanha, há cerca de 470 pessoas com o vírus e o número de mortes, neste sábado, chegou a 10. A prefeitura de Barcelona cancelou uma maratona marcada para o dia 15 de março, mas um grande protesto marcado para domingo em Madri, em razão do Dia Internacional da Mulher, deverá ser mantido.

A menor nação europeia, Malta, anunciou seu primeiro caso confirmado neste sábado: uma menina de 12 anos que recentemente retornou de férias do Norte da Itália. Segundo as autoridades da nação insular, o estado de saúde da menina é bom.

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