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Jeanine Áñez anuncia que será candidata à Presidência da Bolívia

Líder interina desde a renúncia de Evo Morales, em novembro do ano passado, Áñez acaba com especulações entra na disputa e diz que assume 'enorme responsabilidade'

LA PAZ — Em meio à definição dos nomes na eleição presidencial do dia 3 de maio, na Bolívia, a presidente interina Jeanine Áñez anunciou na noite desta sexta-feira que será candidata a permanecer no cargo. Em um rápido comunicado, confirmou suas intenções, e deverá disputar em uma chapa formada pelo seu partido, o Movimento Democrata Social, e o Soberania e Liberdade SOL.

— Ao anunciar que tomei a decisão de apresentar-me como candidata nas eleições nacionais, acreditem que é uma enorme responsabilidade — afirmou Áñez durante ato em La Paz. Ela ainda disse que seu objetivo é “unir os votos dispersos” da Bollívia. Na eleição de 2019, o candidato do partido dela, Óscar Ortiz, teve apenas 4% dos votos.

Com a decisão, Áñez se torna a sétima figura política a apresentar suas intenções de chegar (ou permanecer) à Presidência. Destaque para o líder da direita radical da Bolívia, Luis Fernando Camacho, o ex-presidente Carlos Mesa, de centro-direita, e o ex-ministro da Economia de Evo Morales, Luis Arce Catacora.

Após meses de indefinição sobre o cenário político da Bolívia, o Tribunal Supremo Eleitoral definiu, no começo do mês, que o novo pleito seria realizado no dia 3 de março, mais de seis meses depois das eleições que levaram a denúncias de fraude, a violentos protestos e à renúncia de Evo Morales, do Movimento ao Socialismo (MAS), hoje asilado na Argentina.

Com a saída de Morales, Jeanine Áñez, que era segunda-vice-presidente do Senado, se autoproclamou presidente em novembro. Ela deveria ter convocado eleições em até 90 dias, como prevê a Constituição em caso de renúncia presidencial.

Segundo uma pesquisa divulgada no dia dois de janeiro pela rede Unitel, o candidato do MAS, que ainda não tinha sido definido, aparecia com 20,7% das intenções de voto, seguido por Jeanine Áñez, com 15,6%. Em terceiro aparecia o ex-presidente Carlos Mesa, candidato nas eleições de outubro, com 13,8%.

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