Justiça

João de Deus fica preso em mansão com hidromassagem, elevador e cama de cristal

Risco de coronavírus fez com que juíza autorizasse saída do médium, condenado por estupro e posse ilegal de arma, da cadeia

João Teixeira de Faria, de 78 anos, conhecido como João de Deus, foi liberado nesta terça-feira (31) do Núcleo de Custódia de Aparecida de Goiânia, onde foi preso preventivamente em dezembro de 2018, e levado à sua residência em Anápolis, de onde não poderá sair, até segunda ordem.

Casa de João de Deus tem bar e espada pendurada na parede Foto: Reprodução
Casa de João de Deus tem bar e espada pendurada na parede Foto: Reprodução

Condenado a mais de 60 anos de prisão por estupro de vulnerável, violação sexual mediante fraude e posse ilegal de armas de fogo, João Teixeira deixou a cela de dois cômodos e dois banheiros que dividia com um prisioneiro médico rumo a uma mansão de dois andares, com elevador, banheira de hidromassagem e uma cama de cristal como aquelas usadas na Casa de Dom Inácio de Loyola para tratamento espiritual.

Adega de João de Deus tem inúmeras garrafas de vinho Foto: Reprodução
Adega de João de Deus tem inúmeras garrafas de vinho Foto: Reprodução

Na área externa, as várias vagas de garagem dividem o espaço com uma cascata enfeitada com cristais. Lá dentro, no térreo, há uma sala de três ambientes com piano e espada presa à parede.

A Casa de Dom Inácio de Loyola, onde o ex-líder espiritual cometeu os abusos sexuais pelos quais foi condenado – e que ele nega -, guardava outros esconderijos e cofres. Mesmo depois da prisão de João Teixeira, o local continuou aberto, fechando apenas recentemente, em caráter temporário, por conta da quarentena determinada em Goiás para minimizar os riscos de transmissão do novo coronavírus.

Área externa da casa tem pula-pula Foto: Reprodução
Área externa da casa tem pula-pula Foto: Reprodução

 

Em nota, a força-tarefa do Ministério Público de Goiás responsável pelas denúncias contra o médium afirmou que vai recorrer da decisão. A decisão da juíza Rosângela Rodrigues dos Santos levou em consideração uma resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que recomendou aos magistrados que, em razão da pandemia de coronavírus, analisassem os casos de detentos que integram os grupos de risco, como os idosos.

 

Via
O GLOBO
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