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JUSTIÇA DETERMINA SOLTURA DE MULHER E SOGRA DE ‘DOLEIRO DOS DOLEIROS’

De acordo com decisão do juiz Marcelo Bretas, as duas terão a prisão preventiva substituída pela proibição de deixar o país e de manter contato com os demais investigados no processo

O juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, determinou a soltura da advogada Myra de Oliveira Athayde, a mulher do doleiro Dario Messer, e de sua mãe, a médica Alcione Maria Mello de Oliveira Athayde. De acordo com a decisão, as duas terão a prisão preventiva substituída pela proibição de deixar o país e de manter contato com os demais investigados no processo.

No pedido de soltura, o advogado de Myra, Átila Machado, defendeu que a prisão preventiva das duas duas tornou-se meio ineficaz de “manutenção da ordem pública e conveniência da instrução criminal”. No despacho, Bretas explica que, segundo o Ministério Público Federal (MPF), mãe e filha auxiliariam Dario Messer a manter-se foragido. Com a sua captura, o risco que ambas representam à ordem pública, para Bretas, estaria diminuído.

Os advogados alegam ainda que, com a implantação do chamado pacote anticrime, aprovado pelo Congresso e sancionado em dezembro pelo presidente Jair Bolsonaro, há a necessidade revisar a necessidade de sua manutenção das prisões preventivas a cada 90 dias, com decisão fundamentada, de ofício. Se passar o prazo, as prisões passan a ser consideradas ilegais.

Mãe e filha estão presas juntas, no Complexo de Gericinó, em Bangu, desde 19 de novembro do ano passado. De acordo com o MPF, Myra, Alcione, além de seu companheiro, o psicólogo Arleir Francisco Bellieny, integrariam o núcleo operacional do esquema criminoso liderado pelo doleiro Dario Messer.

A família se encarregava de “implementar o transporte e o recebimento dos recursos financeiros ocultos”. Os três foram presos durante a Operação Patrón, mais um desdobramento da Lava Jato no Rio de Janeiro. Arleir recebeu um habeas corpus do Supremo Tribunal Federal e foi solto em dezembro.

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