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Lava-Jato SP entra com nova ação de improbidade contra Paulo Preto e 18 empreiteiras

MPF acusa ex-diretores da Dersa e empresas por prejuízos de R$ 593 milhões

SÃO PAULO – O braço paulista da Lava-Jato entrou nesta sexta-feira com uma ação de improbidade administrativa contra Paulo Vieira de Souza , o Paulo Preto, e Mário Rodrigues Júnior , ex-diretores da empresa estatal paulista Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa).

Também são alvo da acusação 18 empreiteiras sob acusação de formação de cartel nas obras do Rodoanel Sul e em sete grandes projetos do Programa de Desenvolvimento do Sistema Viário Metropolitano, na capital paulista. O Ministério Público Federal (MPF) alega prejuízo de R$ 593 milhões e pede ressarcimento dos acusados.

De acordo com a força-tarefa, as investigações mostraram que o ajuste prévio entre as empresas e o poder público, visando a eliminar a concorrência nas licitações do Rodoanel Sul, teve início em 2004, com a cessão de material sigiloso da Dersa à Andrade Gutierrez.

“Entre junho de 2004 e maio de 2005, as cinco grandes empreiteiras do país (Andrade Gutierrez, Camargo Correa, OAS, Odebrecht e Queiroz Galvão) se reuniram frequentemente para tratar do projeto, que seria dividido em cinco lotes. Ao “G5” somaram-se outras cinco construtoras: CR Almeida, Constran, Galvão Engenharia, Mendes Júnior e Serveng”, diz a nota do MPF.

Depois, segundo os procuradores, no período de junho de 2005 e abril de 2006, o cartel evoluiu com tal tranquilidade, que foi montado um escritório coletivo onde representantes das 10 empresas estudavam conjuntamente o projeto do Rodoanel.

A Lava-Jato sustenta ainda que as últimas oito empresas a integrar o esquema foram habilitadas a partir de novembro de 2005, após a publicação do edital de pré-qualificação do trecho sul do empreendimento.

“Para manter o conluio já existente, os integrantes do cartel decidiram oferecer benefícios diversos às novas habilitadas, para que elas não ameaçassem o rateio dos cinco lotes entre as dez empresas anteriormente ajustada”, afirma a força-tarefa.

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