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Mandetta tem reunião com embaixada dos Estados Unidos para tratar de parcerias sobre coronavírus

Parcerias para obtenção de equipamentos de proteção individual e fabricação de medicamentos devem estar no centro do encontro

Brasília — O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, deve se reunir com integrantes da Embaixada dos Estados Unidos nesta quinta-feira para discutir uma possível parceria no combate ao coronavírus. Ontem, Mandetta afirmou que aquisições de equipamentos de proteção individual que o Brasil havia feito na China não seriam concretizadas porque os Estados Unidos estavam comprando em massa. Como o GLOBO mostrou, o estoque destes produtos no Ministério da Saúde está zerado, depois do repasse de 40 milhões de itens aos estados e municípios. O tema deve ser discutido no encontro.

Outro item da reunião é uma possível parceria dos dois países para produção de medicamentos e insumos. Com a Índia fechada, que é grande produtora de remédios, há temor de que esses produtos faltem nos próximos 30 dias.

A ideia é usar a complementaridade das duas indústrias, americana e brasileira, para abastecer os mercados dos dois países, afirmaram ao GLOBO fontes envolvidas na tentativa de negociações.

Ontem, Mandetta já havia mencionado a preocupação com o isolamento da Índia na questão do fornecimento de remédios com a previsão de problemas já nos próximos 45 dias.

— A Índia produz 94% dos insumos dos remédios que a gente toma para pressão, diabetes, outras doenças. Se hoje a gente está super preocupado correndo atrás de máscaras, daqui a 45, 60 dias a gente pode estar correndo atrás da matéria prima para fazer o medicamento do controle das doenças crônicas — disse Mandetta, na quarta-feira em entrevista coletiva.

Sobre os EPIs, o ministro relatou que o Brasil tinha feito compras de materiais junto à China, mas os contratos “caíram” justamente devido a aquisições feitas pelos Estados Unidos.

— Hoje os Estados Unidos mandaram 23 aviões cargueiros dos maiores para a China, para levar o material que eles adquiriram. As nossas compras, que tínhamos expectativa de concretizar para poder fazer o abastecimento, muitas caíram — afirmou.

Cancelamentos  de contratos também ocorreram para a aquisição de respiradores. Diante da dificuldade para compras e para receber os produtos, o ministro diz que só poderá contar a partir de agora com materiais quando recebê-los, sem gerar expectativas com base em entregas futuras.

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