Polícia

‘Maníaco em série’: Duas mulheres reconhecem Marinésio como autor de estupros no DF

Vítimas têm 17 e 42 anos. Segundo polícia, suspeito confessou dois assassinatos e é investigado por outros crimes de violência sexual.

Duas mulheres reconheceram o cozinheiro Marinésio dos Santos Olinto como o autor de estupros que teriam sido cometidos contra elas. As vítimas ficaram frente a frente com o suspeito nesta quinta-feira (5), no Departamento de Polícia Especializada (DPE), em Brasília.

Chamado de “maníaco em série” por um dos delegados que cuidam do caso, o homem confessou o assassinato de duas mulheres e é suspeito de outros crimes de violência sexual.

As vítimas que reconheceram Marinésio nesta quinta são uma adolescente de 17 anos e uma dona de casa, de 42. À polícia, elas afirmaram ter sido abordadas por ele em paradas de ônibus e, em seguida, estupradas.

Mulheres chegam a delegacia para reconhecer suspeito — Foto: Afonso Ferreira/G1

Mulheres chegam a delegacia para reconhecer suspeito — Foto: Afonso Ferreira/G1

Ao G1, a mãe da adolescente confirmou o reconhecimento do homem. Segundo a mulher, a filha lembrou de traços do suspeito, como o rosto, o cabelo e as sobrancelhas.

“É ele mesmo. As duas choraram muito. Ela disse que se sentiu aliviada.”, contou.

Em seu relato, a jovem de 17 anos diz ter sido atacada por Marinésio em abril de 2019. Antes de ficar frente a frente com o suspeito, a adolescente reconheceu um carro que pertenceu ao irmão do cozinheiro e teria sido usado para abordá-la, na região do Paranoá.

A versão dela, entretanto, não bate com as informações prestadas pelo atual dono do automóvel, que disse possuir o veículo há quase dois anos.

Após o reconhecimento das vítimas, Marinésio presta novo depoimento aos investigadores nesta quinta (5).

Dois assassinatos

Preso desde 26 de agosto, Marinésio dos Santos Olinto é suspeito do assassinado da funcionária do Ministério da Educação (MEC) Letícia Sousa Curado Melo, de 26 anos, e da empregada doméstica Genir Pereira de Sousa, de 47. Segundo a Polícia Civil, ele confessou os dois crimes.

Advogada Letícia Sousa Curado Melo foi encontrada morta — Foto: TV Globo/Reprodução

Advogada Letícia Sousa Curado Melo foi encontrada morta — Foto: TV Globo/Reprodução

Após a prisão do suspeito, outras mulheres procuraram a corporação para denunciar crimes de violência sexual que teriam sido cometidos pelo cozinheiro. A polícia relaciona pelo menos duas mortes e dez crimes de abuso sexual a ele.

Além disso, passou a investigar uma possível relação entre o cozinheiro e crimes cometidos em 2014 e 2015, mas nunca solucionados.

Genir Pereira, empregada doméstica assassinada por Marinésio Olinto, participou de campanha do Metrô-DF no Dia Internacional da Mulher de 2017 — Foto: Metrô-DF/Reprodução

Genir Pereira, empregada doméstica assassinada por Marinésio Olinto, participou de campanha do Metrô-DF no Dia Internacional da Mulher de 2017 — Foto: Metrô-DF/Reprodução

Segundo as investigações, ele costumava se passar por motorista de transporte pirata para atrair as vítmas. Em depoimento à 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá), o irmão de Marinésio revelou que o cozinheiro usava mais de um carro para cometer crimes.

Via
G1
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