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Marinha diz que navio suspeito de vazamento no Nordeste fez transferência de óleo em Cingapura

O Brasil já procurou as autoridades do país para ajudar na investigação do derramamento de petróleo na costa brasileira

BRASÍLIA – A Marinha brasileira tem a informação de que o navio grego Bouboulina , principal suspeito pelo vazamento de petróleo que atingiu o litoral dos nove estados do Nordeste, fez uma manobra ” ship-to-ship ” em águas internacionais no estreito de Málaca, próximo a Cingapura. Esse tipo de manobra, em que um navio transfere a outro a sua carga, é uma das possíveis causas do derramamento que chegou ao litoral brasileiro. O Brasil já entrou inclusive em contato com a autoridade marítima de Cingapura para ajudar na investigação e saber, por exemplo, se o óleo transferido por lá é o mesmo que contaminou as praias brasileiras.

— Isso está sendo verificado para  gente efetivamente saber se aquele óleo transferido foi a origem, ao que parece que sim, mas isso vai ter que ser confirmado — disse o almirante de esquadra Leonardo Puntel, comandante de Operações Navais.

Em entrevista coletiva dada na sede do Ministério da Defesa nesta segunda-feira, Puntel fez um resumo do trajeto do navio. Saiu da Venezuela, passou perto do Nordeste, onde provavelmente fez um descarte de óleo, e depois foi rumo a Cingapura.

— Passou por aqui e foi direto ao estreito de Málaca, próximo a Cingapura e à Malásia. Nesse local, em águas internacionais, ele fez uma manobra de ship-to-ship, de transferência de tanque para outro tanque, para outro navio. Essa transferência, tudo indica que foi em águas internacionais, mas muito  próximo a Cingapura, que é um grande parceiro da autoridade marítima brasileira, e um país muito maritimizado. Nós já fizemos contato com a autoridade marítima de Cingapura — afirmou Puntel.

Coordenador do Serviço de Geointeligência da Diretoria de Inteligência da PF, o delegado Franco Perazzoni, que também participou da entrevista coletiva, afirmou que já entrou em contato com a Interpol, para que a entidade possa fazer a intimação da empresa proprietária do navio.

 

Via
O GLOBO
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